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Corinthians volta a vencer o Santos e está na final do Brasileirão Feminino

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Neste sábado (02.09), na partida de volta das semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino 2023, o Corinthians garantiu sua vaga na final ao vencer o Santos por 2 a 0, com gols de Duda Sampaio e Fernanda. Com o placar agregado de 5 a 0 a favor do Timão, a vitória apenas confirmou a classificação.

O primeiro tempo foi equilibrado, com poucas chances de gol para as duas equipes. O Corinthians teve as melhores finalizações, mas não conseguiu assustar a defesa do Santos.

No segundo tempo, o Corinthians abriu o placar com um pênalti convertido por Duda Sampaio, tornando a vida das Brabas mais tranquila. O Santos tentou buscar o empate, mas não teve sucesso contra a bem organizada defesa corinthiana. Fernanda marcou o segundo gol, ampliando o resultado na Fazendinha.

A próxima partida das Brabas será o primeiro jogo da final contra a Ferroviária, no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara, na próxima quinta-feira.

No jogo, o Santos começou buscando o controle do jogo, mas arriscava muitos chutes longos, facilitando o trabalho da defesa corinthiana. O Corinthians tentava chegar ao ataque com velocidade, mas era parado com faltas.

Nos primeiros 10 minutos, nenhuma das equipes teve grandes chances. O jogo ficou concentrado no meio campo e ambos os times tiveram dificuldades em sair jogando com tranquilidade. O Santos teve mais presença no ataque, mas sem perigo.

A partida foi interrompida por alguns minutos para atendimento de jogadoras do Corinthians. Luana sentiu dores no ombro direito, Gabi Zanotti levou uma bolada no rosto e Lelê foi atingida durante um cruzamento.

Aos 17 minutos, o Santos chegou com perigo em uma cobrança de falta, mas a bola foi cabeceada para fora.

A primeira chance do Corinthians só aconteceu aos 21 minutos, em um cruzamento errado de Kati.

O Santos teve outra oportunidade em um lançamento para Thaisinha, mas Tarciane fez um belo corte.

No final do primeiro tempo, o Santos dominou as ações ofensivas, mas não conseguiu criar chances perigosas.

No segundo tempo, o jogo continuou truncado, com poucas oportunidades para os dois times. O Santos tinha mais posse de bola, mas não conseguia penetrar na defesa corinthiana.

A primeira grande chance do jogo foi um chute de Duda Sampaio, que obrigou a goleira do Santos a fazer uma bela defesa.

Aos 13 minutos, Fernanda acertou a trave em um cruzamento, quase abrindo o placar para o Corinthians.

Logo em seguida, o Corinthians teve um pênalti a seu favor, convertido por Duda Sampaio. Com o gol, o Timão abriu uma vantagem de quatro gols no placar agregado.

O Santos tentou atacar em busca de um milagre, mas a defesa do Corinthians estava bem postada e não permitia chances claras de gol.

Aos 24 minutos, o Corinthians quase ampliou o placar, mas a defensora do Santos tirou a bola em cima da linha.

O jogo ficou mais aberto, com o Santos se lançando ao ataque e o Corinthians trocando passes com mais facilidade.

Aos 37 minutos, Duda Sampaio quase marcou o segundo gol, mas a goleira do Santos fez uma boa defesa.

Com o tempo se esgotando, o Corinthians continuou pressionando e marcou o segundo gol com Fernanda. O placar agregado ficou em 5 a 0 para as Brabas.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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