Esporte
Corinthians vence o América-MG e garante vaga nas semifinais da Copinha
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O Corinthians, já consagrado como o maior vencedor da Copa São Paulo de Futebol Júnior com dez títulos, deu mais um passo rumo à ampliação de sua hegemonia na competição. Nesta quinta-feira (18), em uma partida decisiva realizada no estádio Bento de Abreu, em Marília, o time paulista superou o América-MG por 2 a 0, garantindo assim sua vaga nas semifinais do torneio.
A equipe, conhecida por sua forte base, marcou presença na fase de semifinais pela 22ª vez, um testemunho do seu histórico consistente de sucesso na Copinha Sicredi. Os gols que selaram a vitória do Corinthians vieram dos pés de Breno Bidon e Léo Maná, jogadores que têm se destacado nesta edição do torneio.
O primeiro gol saiu logo aos 10 minutos do início do jogo, quando Breno Bidon, após um roubo de bola, finalizou com precisão de fora da área, surpreendendo o goleiro adversário. A equipe manteve a pressão, e Kayke quase marcou o segundo, parando em uma excelente defesa do arqueiro mineiro.
Apesar de um breve período de equilíbrio, onde o América-MG tentou reagir e quase empatou com Sanchez – sendo impedido por uma defesa crucial em cima da linha -, o Corinthians manteve o controle. Ryan, antes do intervalo, ainda acertou o travessão, mantendo o clube paulista na dianteira do placar.
No retorno para a segunda metade, foi Léo Maná quem brilhou, convertendo um pênalti logo no primeiro minuto, após Arthur Sousa ser derrubado na área. Com o segundo gol, o Corinthians administrou a vantagem com maestria, ditando o ritmo do jogo e evitando qualquer reação significativa do América-MG.
O embate entre os clubes paulistas promete ser acirrado na próxima fase, já que o Corinthians enfrentará o Grêmio Novorizontino, que também fez bonito ao eliminar o Athletico-PR com um placar de 3 a 1.
O confronto entre os dois times paulistas promete ser uma disputa emocionante e um verdadeiro teste para a equipe corinthiana na sua busca pelo décimo primeiro título da Copinha, reforçando a tradição do clube em revelar talentos no futebol nacional.
Confira os jogos da quinta-feira
17h00
Athletico-PR 1 x 3 Novorizontino
21h35
Corinthians 2 x 0 América-MG
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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