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Corinthians perde para o Internacional na Neo Química Arena

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O Corinthians teve uma chance importante de garantir sua permanência na Série A do Campeonato Brasileiro e conquistar uma vaga na Sul-Americana de 2024, mas acabou perdendo por 2 a 1 para o Internacional na Neo Química Arena, no sábado. Maurício e Wanderson marcaram para os visitantes, enquanto Romero descontou para o Timão.

Com esse resultado, o Corinthians continua na 13ª posição, com 47 pontos, seis a mais que o Bahia, primeiro time na zona do rebaixamento. O Internacional subiu para a nona posição, com 52 pontos, e conseguiu sua primeira vitória em Itaquera.

Esse jogo marcou a despedida de Fábio Santos, lateral esquerdo do Corinthians, que vai se aposentar aos 38 anos. Ele foi homenageado pelo clube antes da partida.

O próximo jogo do Corinthians será na quarta-feira, às 21h30, contra o Coritiba, pela última rodada do Brasileirão. O Internacional enfrentará o Botafogo ao mesmo tempo.

Na partida, o Corinthians tentou pressionar o Internacional desde o início do primeiro tempo, mas teve dificuldades para criar perigo ao gol adversário. O time apostou principalmente em jogadas pelos lados, mas os cruzamentos não surtiram efeito.
Por outro lado, o Internacional investiu em contra-ataques e quase marcou aos 23 minutos, mas Cássio fez uma grande defesa.

O Corinthians respondeu em seguida, mas Giuliano chutou mascado e Giovane cabeceou para fora.

O Internacional, dominando a posse de bola, pressionou cada vez mais o Corinthians e abriu o placar aos 34 minutos, com um chute de Maurício. Mesmo com a vantagem, o Internacional continuou no ataque, desperdiçando algumas chances de ampliar o placar.

No segundo tempo, o Corinthians conseguiu converter sua posse de bola em oportunidades e empatou com um gol de Romero aos 12 minutos. O jogo ficou mais movimentado, com chances para ambos os times.

Aos 20 minutos, o Internacional voltou a marcar com um gol de Wanderson, mas teve outro gol anulado por posição irregular de Enner Valencia. O Corinthians teve dificuldades para ameaçar o gol adversário e teve sua melhor chance com um chute de Bidu que passou raspando.

No final do jogo, houve uma confusão após uma trombada entre Rochet e os adversários, resultando na expulsão de Lucas Veríssimo. No último lance, Wesley fez uma ótima jogada pela esquerda e cruzou para Pedro que cabeceou no canto, mas Rochet fez uma defesa incrível para evitar o empate.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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