Esporte
Corinthians perde da Ponte Preta e pode ver o Palmeiras se aproximar da liderança
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Estacionado nos 59 pontos, a distância para o rival pode cair para três pontos nesta segunda-feira
Da Redação
O Corinthians corre perigo. Com a derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste domingo, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), pela 31.ª rodada do Campeonato Brasileiro, o líder já acumula quatro jogos sem vitória. Estacionado nos 59 pontos, a distância para o segundo colocado Palmeiras pode cair para três nesta segunda-feira – o arquirrival recebe o Cruzeiro no estádio Allianz Parque, em São Paulo. No próximo domingo, os dois se enfrentam no estádio Itaquerão e a liderança pode mudar de dono pela primeira vez desde a quinta rodada.
Neste domingo, o Corinthians voltou a sofrer com a falta de criatividade de seus homens de frente. Para piorar, o goleiro Aranha estava em uma tarde inspirada e fez pelo menos três grandes defesas.
Com marcação forte e compacta, a Ponte Preta bloqueou as ações ofensivas do Corinthians, que, sem alternativas, passou a apostar nas jogadas aéreas na tentativa de chegar ao gol. Aos 22 minutos, por exemplo, Fagner foi até a linha de fundo para o meio da área. Pablo e Jô bateram cabeça e o zagueiro acabou mandando a bola para fora.
Em um erro da arbitragem, a Ponte Preta quase abriu o placar aos 27 minutos. Cássio fez grande defesa após cabeçada de Rodrigo, que estava em posição de impedimento ignorada pelo bandeirinha. Como nem as jogadas pelo alto estavam surtindo efeito, o Corinthians passou a arriscar chutes de fora. Aos 37, Jadson bateu de longe, Aranha deu o rebote e Gabriel acertou o travessão.
Já a Ponte Preta continuou insistindo nos cruzamentos e foi assim que abriu o placar, aos 39 minutos. Jeferson levantou para Lucca, sem marcação, cabecear no contrapé de Cássio.
No segundo tempo, a Ponte Preta apertou ainda mais a marcação e praticamente não passou a linha do meio do campo. Mesmo com a posse de bola, o domínio do Corinthians era inofensivo. Depois de um chute de Rodriguinho defendido por Aranha com o pé esquerdo, o clube paulistano só voltou a levar perigo aos 26 minutos novamente com Rodriguinho e, mais uma vez, Aranha defendeu.
Até o fim do jogo, o Corinthians teve mais duas grandes chances de gol e, em todas, parou no goleiro da Ponte Preta. Aranha acabou se transformando no grande nome da partida. Aos 44 minutos, fez grande defesa após cabeça de Pablo e, já nos acréscimos, aos 50, veio a consagração final depois do arremate de Jô.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Alex Silva/ Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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