Esporte

Corinthians goleia a Universidad do Chile e fecha participação na Libertadores em terceiro lugar

Publicado em

Esporte

Assessoria CBF – Atuais campeãs da competição venceram a equipe chilena por 4 a 0. Campeão da edição de 2019 e 2017, o Alvinegro fechou a trajetória com cinco vitórias e uma derrota, na semifinal nos pênaltis.

O Corinthians se despediu da Copa CONMEBOL Libertadores Feminina 2020 com goleada sobre o Universidad do Chile, por 4 a 0. Na partida que antecedeu a grande final, no Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires (ARG), na Argentina, o Timão se mostrou superior durante os 90 minutos e encerrou a participação na competição na terceira colocação. 

Diante do Universidad do Chile, as corinthians protagonizaram um primeiro tempo de grande domínio e largaram na frente e aos 34 minutos do 1º T, com gol de Adriana de pênalti. Na segunda etapa, a vantagem foi ampliada com três tentos marcados por Victória Albuquerque, eleita a Melhor Jogadora da Partida com dois gols, e Juliette. Campeão da edição de 2019 e 2017, o Alvinegro fechou a trajetória com cinco vitórias e uma derrota, na semifinal nos pênaltis. A equipe comandada por Arthur Elias marcou 38 gols e sofreu apenas um. 

Terceiro Lugar da Copa Libertadores da América Feminina - Corinthians x Universidad de ChileTerceiro Lugar da Copa Libertadores da América Feminina – Corinthians x Universidad de Chile
Créditos: @LibertadoresFEM

O Jogo

Um dos traços mais marcantes da equipe do técnico Arthur Elias é a manutenção da posse de bola e a marcação avançada, a equipe corinthiana seguiu à risca seu famoso estilo de jogo e não deu chances às adversárias. No primeiro tempo, foram muitas as chances de abrir o placar.

Aos 15 minutos da primeira etapa, a oportunidade mais evidente veio dos pés de Tamires. Autora de belo cruzamento na área, a meia Grazi chegou a cabecear a bola, mas foi direito no travessão. O Timão seguiu agressivo e, de novo, dos pés de Tamires mais uma chance foi desperdiçada pela equipe paulista. Em mais uma bola longa na área da lateral, a meia Gabi Zanotti de voleio mandou direto para o gol, mas brilhou a estrela da goleira chilena, que defendeu em cima do lance.

O primeiro gol veio apenas aos 34 minutos do 1ºT, depois de bonita troca de passes entre Adriana e Gabi Nunes. A camisa número 11 do Corinthians acabou sendo derrubada na área e a árbitra marcou pênalti. Coube a Dri a responsabilidade de cobrar a penalidade e mandar a bola para o fundo do gol. Um a zero Corinthians diante do Universidad do Chile.

Terceiro Lugar da Copa Libertadores da América Feminina - Corinthians x Universidad de ChileTerceiro Lugar da Copa Libertadores da América Feminina – Corinthians x Universidad de Chile
Créditos: @LibertadoresFEM

No segundo tempo o técnico Arthur Elias promoveu cinco substituições que deram o tom da equipe na etapa final. Uma delas foi a atacante Victória Albuquerque, que aos 20 minutos do 2º T, após furada da companheira Ingryd, aproveitou a sobra da bola na área e mandou no canto da arqueira adversária.Também vindo do banco de reservas, coube a Juliete ampliar a vantagem corinthiana. A número 6 recebeu linda bola na linha de fundo do campo e encobriu a goleira adversária, protagonizando um belo gol.

Faltando dois minutos para o fim da partida, Vic Albuquerque anotou mais um tento. Juliete insistiu na jogada e cruzou da linha de fundo, Grazi escorou e Victória só teve o trabalho de chutar para o gol. Com os dois gols na partida, a atacante foi eleita a Melhor Jogadora em Campo pela CONMEBOL.

Agora o Corinthians se despede da Copa Libertadores da América e volta suas atenções para o Brasileirão Feminino. A estreia das atuais campeãs está prevista para o dia 17 de abril, às 19h, diante do Napoli-SC, no Parque São Jorge, em São Paulo (SP). Vale lembrar que o Timão está classificado para edição de 2021 da competição continental, prevista para acontecer em setembro deste ano.

Terceiro Lugar da Copa Libertadores da América Feminina - Corinthians x Universidad de ChileTerceiro Lugar da Copa Libertadores da América Feminina – Corinthians x Universidad de Chile
Créditos: @LibertadoresFEM


COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA