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Corinthians faz 6 a 0 no CRB e é o primeiro classificado às quartas

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Os Garotos do Ninho venceram o Náutico-PE por 1 a 0, pela 2ª fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, e avançaram na competição. Weliton marcou no rebote no fim do primeiro tempo. O Mengão reencontra o São José-RS na próxima fase, nesta segunda (15), às 21h30, com transmissão do SporTV, ainda em Osasco, no Estádio Municipal José Liberatti.

O jogo

O Flamengo teve volume de jogo e posse de bola por boa parte da primeira etapa, mas sem conseguir furar a defesa adversária, que estava em uma postura bastante defensiva. Iago e João Victor Alves arriscaram chutes de fora da área que geraram perigo, e fizeram a torcida do Mengão em Osasco suspirar.

Um dos planos de jogo elaborados pelo técnico Raphael Bahia foi explorar as bolas aéreas. E isso foi posto em prática a partir dos 30 minutos iniciais. Primeiro Jean Carlos cobrou falta pela esquerda e Iago subiu mais que todo mundo, mas a zaga afastou. Nos acréscimos, João Victor Alves pegou a sobra e jogou dentro da área do Náutico, o capitão cabeceou pro meio da área, Carbone finalizou e no rebote Weliton abriu o placar. O segundo do atacante Rubro-Negro na Copinha.

Na volta para o intervalo, Raphael Bahia pediu que a equipe continuasse a jogando como Flamengo: controlando o jogo pela posse de bola, pressionando o adversário e buscando o segundo gol. Isso resultou no equilíbrio da partida até a parte final, quando entram Felipe Teresa e Felipe Lima. Ambos os atacantes criaram chances claras de gol, e por detalhe não marcaram. No fim, os Garotos do Ninho suportaram a pressão final do adversário, e garantiram a classificação com Germano evitando o empate em cima da linha. Um dos destaques da partida, Carbone falou sobre o seu retorno como titular após um período de lesão e da importância da vitória.

– Fiquei muito tempo parado com uma lesão muito complicada. Tenho muito que agradecer a Deus, à minha família, à minha namorada, aos meus amigos, que foram muito importantes nessa fase de recuperação, nessa fase difícil da minha vida. E assim, metade do grupo voltou pro Rio, para o Carioca, mas Flamengo é isso, é uma equipe muito qualificada. A gente está aqui para mostrar serviço, pra competir, botar o pé na bola como acabou sendo jogo. Um jogo bem complicado, todo jogo da Copinha é assim. Estou feliz demais. Por estar de volta, por estar com essa torcida maravilhosa que é a Nação apoiando do começo ao fim – disse o zagueiro.

Ficha técnica

Copa São Paulo de Futebol Júnior – 2ª fase

Flamengo 1 x 0 Náutico-PE;

Local: Estádio Municipal José Liberatti, Osasco-SP;

Horário: 21h30 (horário de Brasília);

Gol: Weliton aos 45′ do 1º tempo.

Cartões: Iago 10′, Felipe Brian 24′, João Victor Cunha 31′,

Escalação: Lucas Furtado; Felipe Brian, Iago, Carbone, Jean Carlos; Daniel Rogério (João Victor Cunha), João Victor Alves (Menegatti), Wallace Yan (Germano); Rodriguinho (Felipe Teresa), Victor Silva e Weliton (Felipe Lima).





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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