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Corinthians escala time misto, empata com o Goiás e vê Z-4 próximo

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O Corinthians e o Goiás empataram por 1 a 1 na noite deste sábado (26), na Neo Química Arena, em partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Corinthians alcançou os 25 pontos e ocupa a 13ª colocação. No entanto, a equipe pode terminar a rodada apenas um ponto acima da zona de rebaixamento se Santos e Bahia vencerem seus jogos amanhã (27). O Goiás soma 24 pontos e está na 15ª posição.

Os primeiros 25 minutos de jogo foram mornos em Itaquera. O Corinthians teve mais posse de bola, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras de gol. O lado direito, com Romero e Léo Maná, foi o mais acionado.

A partida só ficou mais agitada no final do primeiro tempo, quando o Corinthians acelerou o ritmo, mas falhou nas finalizações. O Goiás, por sua vez, assustou nos contra-ataques, mas não conseguiu abrir o placar.

O Corinthians retornou desatento no segundo tempo, cometendo erros que custaram caro, como o pênalti cometido por Matheus Bidu em João Magno, que Guilherme converteu, colocando o Goiás à frente.

Após sofrer o gol, Vanderlei Luxemburgo fez substituições colocando em campo jogadores considerados titulares do Corinthians. As mudanças deram resultado, com Renato Augusto e Maycon criando a jogada que resultou no gol de empate.

O Corinthians pressionou nos minutos finais e obrigou Tadeu a fazer duas defesas importantes, evitando a virada. O Goiás apostou novamente nos contra-ataques, mas sem levar muito perigo.

O primeiro chute do Corinthians em direção ao gol foi de Romero. Após receber um passe de Giuliano na entrada da área, o paraguaio puxou para o pé esquerdo e tentou um chute colocado, mas mandou no meio. Tadeu defendeu sem dificuldades.

Yuri Alberto aproveitou um erro na defesa adversária e arriscou um chute cruzado da entrada da área com a perna esquerda. A bola passou ao lado do gol de Tadeu e saiu sem perigo.

Aos 34 minutos do primeiro tempo, o Goiás iniciou um contra-ataque pelo lado esquerdo. A bola cruzou a área e chegou até Allano. O atacante levou para a perna esquerda e finalizou. Cássio caiu no canto direito e fez a defesa.

Após um erro na saída de bola do Corinthians, Allano ficou com a sobra dentro da área, levou para a esquerda e finalizou. A bola passou perto da trave direita de Cássio e saiu.

Em outro erro do Corinthians, Anderson driblou pela esquerda, levou para o meio e bateu colocado. A bola acertou a trave e, no rebote, Allano viu Léo Maná salvar em cima da linha.

Após um cruzamento na área, Maguinho ajeitou para o meio, João Magno fez o pivô e Guilherme finalizou da pequena área, mas mandou nas mãos de Cássio.

1 x 0 – O Goiás abriu o placar com um gol de Guilherme, de pênalti. A penalidade foi marcada após João Magno ser tocado por Matheus Bidu na entrada da área. Na cobrança, Cássio acertou o canto, mas a bola entrou do lado direito.

1 x 1 – Maycon se antecipou a Willian Oliveira, roubou a bola e serviu Renato Augusto. O camisa 8 tocou para o meio e encontrou Maycon novamente, que finalizou de peito para o gol.

Em uma jogada com troca rápida de passes, Yuri Alberto recebeu na entrada da área e finalizou forte no canto esquerdo de Tadeu, que se esticou para espalmar. Logo em seguida, Lucas Veríssimo ganhou a bola pelo alto, mas o goleiro estava bem posicionado e segurou.

FICHA TÉCNICA
Corinthians 1 x 1 Goiás

Data: 26/08/2023 (sábado)
Horário: 21h (de Brasília)
Competição: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Rafael Traci (SC)
Cartões amarelos: Léo Maná, Lucas Veríssimo, Bruno Méndez (COR), Anderson (GOI)
Cartões vermelhos: –
Gols: Guilherme (13’/2°T), Maycon (36’/2°T)

Corinthians: Cássio; Léo Maná (Bruno Méndez), Lucas Veríssimo, Caetano e Matheus Bidu; Gabriel Moscardo (Maycon), Giuliano (Renato Augusto) e Ruan Oliveira (Rojas); Romero, Wesley (Gustavo Mosquito) e Yuri Alberto. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Goiás: Tadeu; Maguinho, Lucas Halter, Bruno Melo e Hugo; Willian Oliveira, Guilherme (Raphael Guzzo), Morelli e Anderson; João Magno (Matheus Babi) e Allano (Vinícius). Técnico: Armando Evangelista

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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