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Corinthians encara a Chapecoense para mostrar que ‘nada mudou’

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Elenco alvinegro espera vitória fora de casa para esquecer tropeço diante do Vitória e aumentar a vantagem na tabela

Da Redação

 

O Corinthians entra em campo para encarar a Chapecoense nesta quarta-feira, às 19h30, na Arena Condá, em uma situação bem diferente da que se tornou habitual, pois mesmo com tanta vantagem na tabela, o time de Fábio Carille sabe que precisa mostrar que a derrota para o Vitória não foi o início de uma fase ruim.

Líder com sete pontos de vantagem para o vice-líder Grêmio, tendo um jogo a menos, o Corinthians foi surpreendido em casa na última rodada e passou a viver cercado de uma desconfiança. Será que o time perdeu a concentração após ficar duas semanas sem atuar? Os atletas garantem que não e que vão mostrar isso diante da Chapecoense.

“Normal, porque se for ver o campeonato, todo mundo perdeu. Agora pensamos em continuar com o nosso ritmo e nada mudou com a derrota. Assim como a gente não se iludia com a vitória, não vamos nos abater com a derrota. Sabíamos que íamos perder um dia. Vamos tentar fazer de tudo para voltar as vitórias”, disse o goleiro Cássio, que assim como Fagner, vai jogar e na segunda-feira viaja para se juntar aos atletas da seleção brasileira. 

O Corinthians, inclusive, acredita que o fim do período de invencibilidade, que durava 34 jogos, servirá para tirar um pouco do tempo das contas dos jogadores. “Aconteceu o que todo mundo queria, né? O Brasil estava contra o Corinthians”, resumiu Jô. “Vamos amadurecer”, garante Gabriel.

O resultado não foi o que o corintiano esperava, mas o Grêmio também não soube aproveitar como poderia e não passou de um empate sem gols com o Atlético-PR em casa. Assim, se o Corinthians vencer nesta quarta, abre dez pontos de vantagem, amplia ainda mais a vantagem e mostra que a concentração e o foco na busca pelo título continuam o mesmo. 

Para espantar a desconfiança, Carille terá que superar importantes desfalques na defesa, o setor mais organizado do time. Guilherme Arana e Balbuena se juntam a Pablo como desfalques em decorrência de lesões e o trio está fora da partida. O paraguaio ainda recebeu o terceiro cartão amarelo e vai cumprir suspensão. Sem opção, o treinador terá que apelar para uma dupla de zaga formada por um garoto de 21 anos (Pedro Henrique) e outro de 19 anos (Léo Santos). 

No meio, Marquinhos Gabriel ganha a vaga de Clayson e Jadson não ficará sequer no banco de reservas, onde Danilo sentará pela segunda vez desde que se recuperou de lesão e pode ser aproveitado.

Na Chapecoense, o técnico Vinícius Eutrópio não poderá contar com o atacante Arthur, que se recupera de lesão. 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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