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Corinthians empata com o Fluminense em jogo de 6 gols no Maracanã
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O Corinthians voltou a jogar pelo Brasileirão após a pausa da Data FIFA. Pela 27ª rodada do Brasileirão, o Alvinegro foi até o Maracanã enfrentar o Fluminense, ficando no empate em 3 a 3 e conquistando mais um ponto importante na competição nacional.
O Timão fez uma grande primeira etapa, fazendo três gols, com dois de Yuri Alberto e um de Fábio Santos, de pênalti. Na segunda etapa, com muita pressão, o Fluminense conseguiu o empate e a partida terminou com o placar igualado.
O Timão volta do Rio de Janeiro com 32 pontos somados e termina a rodada na 13ª colocação na tabela.
Primeiro tempo
O confronto começou equilibrado com os dois times tentando valorizar a posse de bola. O Timão chegou pela primeira vez ao ataque aos três minutos, em um lançamento na área feito por Giuliano. Pedro tentou finalizar, mas não pegou bem na bola.
Gol do Corinthians! Aos nove minutos, Maycon puxou o contra-ataque e enfiou para Yuri Alberto. O camisa 9 do Timão, de primeira, deu um tapa com classe, de perna direita, por cima do goleiro Fábio, um golaço, abrindo o placar no Maracanã!
O Fluminense tentou responder aos 13 minutos com uma boa finalização de Lima, mas Fábio Santos estava atento e tirou o perigo.
O Timão perdeu uma outra oportunidade incrível aos 15 minutos! O Fluminense saiu errado e perdeu a bola, que sobrou para Yuri Alberto. O atacante sozinho não conseguiu finalizar em cheio e chutou pra fora.
Aos 21 minutos, o Fluminense empatou a partida. Em uma boa chegada da equipe carioca, a bola sobrou para Lima que chutou de perna direita e igualou o placar no Rio de Janeiro. Dois minutos depois, o time da casa chegou novamente ao ataque. Ganso, sozinho, tentou surpreender o Cássio que, bem colocado, fez a defesa.
Gol do Corinthians! Aos 26 minutos Marcelo saiu errado e Maycon roubou a bola. O camisa 7 tocou para Yuri Alberto, que em outro tapa de primeira recolocou o Timão à frente do placar, 2 a 1!
Pênalti para o Timão! Aos 28 minutos Ruan Oliveira foi derrubado na área por Marlon e a arbitragem assinalou a falta. Fábio Santos realizou a cobrança no minuto 31 e converteu, 3 a 1 para o Alvinegro!
Aos 40 minutos o Fluminense voltou ao ataque. Marcelo de muito longe chutou e a bola foi pra fora.
O árbitro deu sete minutos de acréscimo e a primeira etapa foi encerrada após os minutos adicionais.
Segundo tempo
O Timão voltou para a segunda etapa com uma alteração: saiu Pedro e entrou Romero.
A equipe da casa, que teve mais posse de bola na primeira etapa, iniciou a segunda parte do jogo novamente com mais volume de jogo. Entretanto, o Corinthians tentava, quando recebia a bola, a velocidade para puxar o contra-ataque.
O Fluminense diminuiu o placar aos 10 minutos. Lima de muito longe chutou de perna direita e acertou o ângulo, 3 a 2.
Na jogada seguinte, Cássio salvou o Timão. Cano cabeceou sozinho dentro da pequena área, mas o Gigante estava bem posicionado e ficou com ela.
Com a pressão do Fluminense após o gol, o Timão resolveu mexer novamente. Aos 14 minutos saíram Giuliano e Ruan Oliveira e entraram Gustavo Silva e Renato Augusto. Yuri Alberto também saiu alguns minutos depois para a entrada de Felipe Augusto.
O Fluminense chegou novamente ao ataque aos 22 minutos. Após cobrança de escanteio, Cano chutou de primeira e a bola foi pra fora.
Maycon sentiu dores e foi substituído por Roni no minuto 27.
Cássio fez uma grande defesa aos 31 minutos. Em cobrança de falta de Jhon Arias, Cássio espalmou. No minuto seguinte, Cássio novamente salvou o Timão, após um chutaço de fora da área de Marcelo.
O Fluminense seguiu pressionando o Timão. Marcelo chutou novamente de fora da área, mas a bola foi pra fora.
Aos 38 minutos, o Fluminense chegou ao empate: Ganso enfiou para Jhon Arias que chutou cruzado e empatou a partida, 3 a 3.
A pressão da equipe da casa continuou. Marcelo fez um grande passe de calcanhar para Keno, que chutou por cima do gol.
O árbitro deu oito minutos de acréscimo.
Aos 48 minutos o Timão chegou pela primeira vez com perigo no segundo tempo. Renato Augusto carregou a bola e cruzou na área. Roni cabeceou para fora.
Cássio salvou o Timão mais uma vez: após cobrança de escanteio de Marcelo, Keno cabeceou e o goleiro do Alvinegro segurou o empate.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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