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Corinthians empata com o Atlético-MG no jogo de entrega da taça

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Alvinegro sai perdendo, vira com golaço de Marquinhos Gabriel, mas leva o empate diante de 46 mil torcedores

Da Redação

Quando a festa está marcada, não há imprevisto que atrapalhe. Por isso, neste domingo, o empate em 2 a 2 do Corinthians com o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, foi incapaz de interferir no clima de comemoração pela conquista do sétimo título nacional. A arena recebeu o segundo maior público do ano e os 46 mil presentes vibraram com o hepta e viram um jogo bastante movimentado.

O Corinthians bem que tentou não ser atrapalhado pelo clima de euforia da torcida e pela expectativa pela entrega da taça. O campeão brasileiro buscou apresentar um futebol à altura da campanha e não exibir relaxamento. Por isso, tratou de pressionar o adversário desde o começo do jogo, com tabelas rápidas e chutes de fora da área.

A partida foi um grande teste de comprovação da força e do empenho de quem já está com o título garantido. As dificuldades vieram logo no primeiro tempo, pois o time saiu atrás, aos 28 minutos. O venezuelano Otero cobrou falta com perfeição e fez 1 a 0. A desvantagem era uma injustiça, pois o Corinthians dominava e tinha acertado o travessão poucos antes de ficar atrás no placar.

Logo depois o placar da partida ficou mais adequado às atuações. Aos 35 minutos, Jadson cobrou falta, a bola passou por todos os jogadores e entrou no canto esquerdo de Victor. Foi a senha para a torcida voltar a gritar “é, campeão” com mais força e confiança, afinal o estádio lotado queria celebrar a cerimônia do título brasileiro com uma vitória.

Com grande liberdade pela esquerda, com Clayson e Arana, o Corinthians não se assustou com a dificuldade inicial. O campeão brasileiro resgatou o clássico 4-1-4-1 no começo do segundo tempo, com a entrada de Marquinhos Gabriel para tentar explorar também o jogo pelo lado direito. A escolha foi certeira e dos pés do substituto saiu o belo gol da virada, um chute cruzado aos 12 minutos.

O Atlético-MG não desistiu e quis atrapalhar a festa corintiana. Otero quase fez gol olímpico e logo depois cobrou escanteio para Fred empatar, aos 19. O atacante ainda perdeu grande chance, ao driblar Cássio e chutar por cima, com o gol vazio. Era um alerta para o Corinthians manter a concentração e deixar para segundo plano a festa do título, embora do lado de fora do gramado já começava a ser armado o pódio para o cerimonial do título.

Aos poucos o fim do jogo se aproximava e o empate pareceu de bom tamanho para todos. A torcida, por exemplo, não reclamou ao não ter atendido o apelo para o meia Danilo entrar em campo. Mais cedo, também ficou indiferente à falha de Cássio, que não dominou a bola após um recuo e por pouco não sofreu gol contra. A festa já era mais do que merecida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Werther Santana/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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