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Corinthians é superado pelo Vitória e perde a primeira no Brasileirão

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Alvinegro vê fim de invencibilidade na competição com derrota para baianos em casa, por 1 a 0

Da Redação

 

Tem dia que nada dá certo. E esse dia chegou para o Corinthians. Neste sábado, diante do Vitória, no Itaquerão, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe foi derrotada por 1 a 0 e perdeu uma invencibilidade de 34 partidas na temporada. O Corinthians não era derrotado havia cinco meses, desde 18 de março, quando caiu diante do Ferroviária, pelo Campeonato Paulista. Foi apenas a terceira derrota do time no ano.

Mesmo com o tropeço, a equipe saiu de campo aplaudida pela torcida e mantém a liderança do Brasileiro com 47 pontos, oito a mais do que o Grêmio, segundo colocado. O Vitória, com 22, continua na zona do rebaixamento.

O Corinthians esteve longe de apresentar o bom futebol que levou a equipe à liderança isolada do Nacional e ao título simbólico do primeiro turno da competição, com a melhor campanha da história dos pontos corridos. Depois de duas semanas sem jogar por causa do adiamento da partida contra a Chapecoense, a equipe abusou dos erros de passes e da falta de criatividade para furar o bloqueio da adversário e acabou pagando caro por isso.

O Vitória foi para o Itaquerão com a clara proposta de apostar nos contra-ataques e a estratégia do técnico Vagner Mancini deu certo. Já o Corinthians, desorganizado na recomposição, foi pego de surpresa aos 11 minutos. Tréllez recebeu a bola com liberdade pela direita e bateu cruzado. A bola ainda desviou em Guilherme Arana e Cássio nada pôde fazer.

Após o gol, o Vitória recuou ainda mais a marcação. O Corinthians rodava a bola atrás de uma boa chance, na tentativa de encurralar o adversário, mas o máximo que a equipe conseguiu foram poucas oportunidades claras de gol, todas interceptadas pelo goleiro Fernando Miguel. 

Aos 30 minutos, o Corinthians até chegou a balançar a redes, mas Romero estava impedido após o desvio de Balbuena e o gol foi corretamente anulado. Apesar de ter mais posse de bola, a equipe errava passes decisivos na construção das jogadas. Para piorar, o Corinthians insistia exageradamente nas bolas levantadas na área e, assim, facilitava o trabalho da defesa do Vitória.

No intervalo, Guilherme Arana, com dores na coxa direita, foi substituído por Moisés. O Corinthians perdeu poder de fogo e força nas investidas pelo lado esquerdo do ataque. Aos quatro minutos, o time ainda foi beneficiado pela arbitragem. Kanu fez o segundo gol do Vitória, mas a arbitragem marcou impedimento de forma equivocada – Rodriguinho dava condição.

Sem criatividade, o Corinthians passou a pressionar o Vitória na base do desespero. O técnico Fábio Carille foi para o tudo ou nada com duas substituições: trocou Romero por Marquinhos Gabriel e Balbuena (machucado) por Jadson. As alterações, no entanto, não surtiram efeito.

O Corinthians continuou errando muitos passes e, quando conseguia finalizar, parava em Fernando Miguel. O Vitória se manteve muito bem na defesa e jogava nos contra-ataques. Nos minutos finais, bateu o desespero no Corinthians, que passou a jogar de forma desorganizada. Nem com seis minutos de acréscimos o placar foi alterado. Melhor para o Vitória.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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