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Corinthians e Ponte Preta se enfrentam em dia de reencontros em Itaquera

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Finalistas do Paulistão vivem momentos distintos, mas cada time conta com cinco jogadores com passagem pelo adversário

Da Redação

 

Reencontros e recordações movimentam a partida entre Corinthians e Ponte Preta neste sábado, às 19h, na Arena Corinthians. As duas equipes vivem momentos distintos, mas apostam em velhos conhecidos do adversário para atingirem seus objetivos esta noite. No total, são dez atletas que viraram a casaca. Já estiveram em um dos times e agora defendem o outro.

O Corinthians conta com cinco ex-jogadores da Ponte Preta: Pablo, Maycon, Paulo Roberto, Fellipe Bastos e Clayson. O time de Campinas tem o mesmo número de ex-corintianos no elenco: Kadu, Léo Artur, Claudinho, Emerson Sheik e Lucca.

a lista, quatro jogadores são titulares absolutos e presença garantida na partida. São eles Pablo, Maycon, Emerson Sheik e Lucca. Em relação a Sheik, existe a expectativa de como a torcida corintiana vai recebê-lo, já que ele foi um dos destaques da conquista da Libertadores de 2012 e pela primeira vez enfrentará o ex-clube na arena.

A lista fica ainda maior quando se inclui nela os atletas que estão indisponíveis para a partida por causa de lesão. Os zagueiros Yago, da Ponte, e Vilson, do Corinthians, também já atuaram pelo rival. Yago e o atacante titular Lucca, aliás, ainda têm contrato com o Corinthians.

O confronto será o primeiro das duas equipes após a decisão do Paulista, vencida pelo Corinthians com sobras. Um dos destaques do time campineiro era Clayson, que neste sábado fica no banco de reservas de Fábio Carille. 

Se não perder para a Ponte, o Corinthians confirmará mais uma rodada sem derrota e chegará à incrível marca de 26 jogos de invencibilidade. Assim, igualará o quarto maior período sem perder de sua história, que ocorreu na temporada de 2015. A Ponte está no meio da tabela.

Apesar da necessidade dos três pontos, Gilson Kleina vai fechar sua equipe. Na sexta-feira, ele comandou um treino com três volantes, dando maior liberdade para Renato Cajá e Sheik.

Carille mantém a tática e a formação com que tem vencido um jogo atrás do outro. A única alteração em relação ao time já conhecido pelo torcedor é a entrada do lateral-direito Léo Príncipe na vaga de Fagner, suspenso pelo terceiro amarelo.

Embora o foco esteja na Ponte, o clássico com o Palmeiras, quarta-feira, já é assunto entre os corintianos. Apesar de ter quatro jogadores pendurados, Carille avisou que não poupará ninguém. “Se eu fizer isso, estarei desrespeitando a Ponte Preta e relaxando os meus jogadores”, explicou. Gabriel, Rodriguinho e Jô serão titulares e Marquinhos Gabriel fica no banco.

CRÍTICAS

Técnico há mais tempo no cargo entre os grandes do Estado, Carille saiu em defesa de seus ex-rivais. “Não acho legal (as demissões). Das três (Eduardo Baptista, Dorival Júnior e Rogério Ceni), eu sei bem o que aconteceu em duas delas e foi sacanagem. As mudanças me deixam triste”, disse sem citar mais detalhes do que sabe.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS x PONTE PRETA

CORINTHIANS: Cássio; Léo Príncipe, Pablo, Balbuena e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.  Técnico: Fábio Carille.

PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Rodrigo e Fernandinho; Fernando Bob, Elton, Jádson e Renato Cajá; Lucca e Emerson Sheik. Técnico: Gilson Kleina.

Juiz: Ricardo Marques Ribeiro (MG).

Local: Arena Corinthians, em São Paulo.

Horário: 19h. 

Na TV: Pay-per-view. 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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