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Corinthians e Grêmio empatam em jogo de viradas e 8 gols

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O Corinthians e o Grêmio protagonizaram um jogo histórico na Neo Química Arena. A partida contou com duas viradas e oito goleadores diferentes, resultando em um placar de 4 a 4, o maior número de gols desta edição do Campeonato Brasileiro.

Para o Corinthians, Fábio Santos, Lucas Veríssimo, Yuri Alberto e Giuliano marcaram, levando a equipe aos 27 pontos e mantendo-a na 14ª posição da tabela. Já pelo lado do Grêmio, Nathan, Cristaldo, Everton Galdino e Suárez foram os responsáveis pelos gols. Com esse resultado, o time de Renato Gaúcho ocupa a 3ª colocação com 40 pontos.

No primeiro tempo, o Corinthians começou dominado e sofreu dois gols, mas conseguiu uma virada em sete minutos, aproveitando as falhas defensivas do Grêmio. Na segunda etapa, o time gaúcho também virou o jogo, mas Giuliano entrou em campo e garantiu o empate em 4 a 4, que entrou para a história do campeonato. Ainda houve tempo para Luan, ex-Corinthians, entrar em campo pelos visitantes e ser vaiado pela torcida.

Destaque para a marcação intensa e as faltas cometidas no início do jogo. O Grêmio explorou os ataques pelo meio, enquanto o Corinthians tentou apostar em contra-ataques. Os gaúchos abriram o placar com um belo passe de Cristaldo para Nathan, que finalizou com precisão. Pouco tempo depois, Cristaldo ampliou de cabeça. Porém, o Corinthians reagiu e diminuiu o placar com um pênalti convertido por Fábio Santos. Nos acréscimos, Lucas Veríssimo empatou o jogo de cabeça.

No segundo tempo, o Grêmio empatou rapidamente com um belo gol de Everton Galdino, seguido pelo gol de virada de Suárez. Mas o Corinthians não se rendeu e empatou novamente com um gol de Giuliano. Luan entrou em campo pelo Grêmio e foi vaiado pela torcida. O Corinthians pressionou em busca da vitória, mas a defesa do Grêmio prevaleceu. No último lance, o Grêmio pediu pênalti, mas o árbitro e o VAR decidiram não marcar, encerrando o jogo empatado.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 4×4 GRÊMIO

Data e horário: 18 de setembro de 2023, às 21h (de Brasília)
Motivo: 15ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Leone Carvalho Rocha (GO)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Cartões amarelos: Fábio Santos (COR); Kannemann (GRE)

Gols: Nathan (GRE), aos 21 min do 1° tempo; Cristaldo (GRE), aos 26 min do 1° tempo; Fábio Santos (COR), aos 44 min do 1° tempo; Lucas Veríssimo (COR), aos 48 min do 1° tempo; Yuri Alberto (COR), aos 51 min do 1° tempo; Everton Galdino (GRE), aos 5 min do 2° tempo; Suárez (GRE), aos 12 min do 2° tempo; Giuliano (COR), aos 21 min do 2° tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Lucas Veríssimo, Caetano e Fábio Santos; Moscardo (Giuliano), Maycon (Cantillo), Renato Augusto e Rojas (Mosquito); Pedro (Wesley) e Yuri Alberto. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Gabriel Grando; Fábio, Rodrigo Ely, Kannemann e Reinaldo; Villasanti, Pepê, Nathan (Everton Galdino) e Cristaldo (Ferreira); JP Galvão (André) e Suárez (Luan). Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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