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Corinthians e Flamengo empatam pela 26ª rodada do Brasileirão 2023

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Na noite deste sábado (07.10), o Corinthians voltou a entrar em campo pelo Brasileirão 2023. Em partida válida pela 26ª rodada da competição nacional, o adversário foi o Flamengo, na Neo Química Arena. O Timão lutou em campo, mas o placar ficou no empate por 1 a 1. O gol do Alvinegro foi marcado por Fábio Santos.

Com o resultado, o Coringão soma mais um ponto e chega aos 31 conquistados, na 12ª posição. Até aqui, o retrospecto do Alvinegro no campeonato é de sete vitórias, 10 empates e nove derrotas em 26 jogos disputados.

Escalação

Mano Menezes, que retornou ao estádio do Timão como técnico do Corinthians, iniciou o confronto com Cássio, Bruno Méndez, Lucas Veríssimo, Gil, Fábio Santos, Gabriel Moscardo, Maycon, Renato Augusto, Matías Rojas, Wesley e Yuri Alberto. Entraram durante a partida Fagner, Giuliano, Romero, Pedro e Felipe Augusto. Ainda estavam na reserva: Carlos Miguel, Fausto Vera, Caetano, Gustavo Silva, Matheus Bidu, Biro e Roni.

Bola em jogo!

A primeira chegada do Timão com perigo na partida foi aos dois minutos. O defensor adversário colocou a mão na bola perto da grande área e originou uma falta perigosa para o Alvinegro cobrar. Em cruzamento na área, o goleiro afastou. Em outra cobrança de falta, dois minutos depois, Rojas finalizou a primeira no gol e mais uma vez Rossi defendeu.

Aos 14 minutos, Renato Augusto tentou surpreender em uma finalização de longe. Ao receber de Rojas fora da área, o camisa 8 arriscou, mas a bola foi por cima do travessão.

Bruno Méndez, aos 21 minutos, sentiu dores nas costas e Mano Menezes teve que realizar a sua primeira alteração no confronto. No lugar do uruguaio, entrou Fagner.

Por muito o pouco o Coringão não abriu o placar aos 34 minutos. Renato Augusto puxou o ataque pela esquerda e cruzou na grande área. Rojas entrou livre de marcação pelo meio, mas chegou um segundo atrasado e não conseguiu empurrar em direção ao gol.

O último avanço no primeiro tempo foi aos 44, com Yuri Alberto. O centroavente lutou pela posse de bola, retomou e finalizou, no entanto, o goleiro conseguiu defender.

Segundo tempo

O Timão voltou para a segunda etapa com mais uma alteração, Giuliano no lugar de Renato Augusto.

Aos oito minutos, a equipe visitante abriu o placar: 1 a 0 para o adversário.

Logo em seguida, Mano Menezes mexeu em dose dupla no Alvinegro. Entraram Pedro e Romero nos lugares de Wesley e Rojas.

Aos 28 minutos, Moscardo também sentiu e precisou ser substituído, a última alteração do Corinthians no jogo. Em seu lugar, entrou Felipe Augusto.

Aos 31 minutos, em um bate e rebate na grande área, Fábio Santos finalizou e o defensor adversário bloqueou com a mão e o árbitro assinalou pênalti para o Alvinegro! Na cobrança, o mesmo Fábio Santos bateu e converteu, empatando a partida na Neo Química Arena!

Com o gol, o Coringão voltou a crescer na partida. Aos 37 minutos, Giuliano tentou virar. O meia arriscou uma bomba, de fora da área, mas o goleiro conseguiu fazer a defesa.

Nos minutos seguintes, o Timão ainda conseguiu dar uma pressionada na equipe carioca, mas não conseguiu marcar. Após sete minutos de acréscimos, o árbitro apitou o fim de jogo. 1 a 1 em Itaquera.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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