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Corinthians é campeão do Brasileirão Feminino com recorde de público

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O Timão é pentacampeão do Brasileirão Feminino Neoenergia! Neste domingo (10), o Corinthians venceu a Ferroviária por 2 a 1 na Neo Química Arena, em São Paulo, e conquistou o quarto título consecutivo da equipe, o quinto na competição. Os gols do jogo foram marcados por Jennifer e Tamires, para o Timão, enquanto Mylena Carioca descontou para a Ferrinha.

A Arena do Corinthians registrou público presente de 42.556 pessoas, o que representa um recorde entre jogos de clubes da América do Sul. A torcida aplaudiu as campeãs de pé e ovacionou o técnico Arthur Elias, escolhido recentemente pela CBF para comandar a Seleção Feminina.

Torcida lotou a Neo Química Arena, estabelecendo um recorde sul-americanoTorcida lotou a Neo Química Arena, estabelecendo um recorde sul-americano
Créditos: Cris Mattos / CBF

Esta foi a segunda vez que as equipes se enfrentaram numa decisão de Brasileiro. Em 2019, o retrospecto foi diferente. Na ocasião, a equipe de Araraquara derrotou o Corinthians e conquistou o bicampeonato.

De Lima, onde acompanha a Seleção Brasileira Masculina para novo compromisso pelas Eliminatórias do Mundial de 2026, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, parabenizou o Corinthians.

“Parabéns ao Corinthians, a todas as atletas, comissão técnica, diretoria e a toda sua torcida por essa grande e merecida conquista. Estamos orgulhosos de ver mais um recorde de público da América do Sul num jogo do Brasileirão Feminino. Isso nos mostra que a CBF, que estabeleceu também uma premiação recorde para a competição e que conta com a parceria das federações e dos clubes, vai cada vez mais dar protagonismo ao futebol feminino. Parabéns, Corinthians e Ferroviária pela bela festa!”

Arthur Elias e a alegria do dever cumprido com mais um título na carreiraArthur Elias e a alegria do dever cumprido com mais um título na carreira
Créditos: Cris Mattos / CBF

O jogo

O jogo começou digno de uma grande final, com intensidade. A Ferrinha foi a primeira a abrir o placar. Aos 9 minutos, Mylena Carioca aproveitou o cruzamento de Barrinha e balançou as redes da goleira Lelê. Apesar do gol, as Brabas não esmoreceram.

O empate veio depois da cobrança de um escanteio, aos 41 minutos. Ligada no lance, Jheniffer conseguiu um desvio de cabeça dentro da área para igualar o placar.

Jheniffer comemora o gol de empate e o início da reação do CorinthiansJheniffer comemora o gol de empate e o início da reação do Corinthians
Créditos: Cris Mattos / CBF

Nos momentos finais da primeira etapa, o Corinthians pressionou, mas Luciana fez grandes defesas, detendo o ataque alvinegro.

A segunda etapa

Com mais imposição e volume de jogo, o Corinthians voltou do intervalo disposto a virar logo o placar. E isso se deu aos 12 minutos, quando Tamires aproveitou cruzamento de Millene para concluir.

Tamires fez o gol da virada: o 2 a 1 deu o título ao CorinthiansTamires fez o gol da virada: o 2 a 1 deu o título ao Corinthians
Créditos: Cris Mattos / CBF

A vantagem de 2 a 1 não acomodou o Corinthians. O time manteve o ímpeto, em que pese o brio e valentia das jogadoras da Ferroviária, e seguiu em busca do terceiro gol.

Esbarrou, no entanto, na goleira Luciana, autora de mais uma série de defesas difíceis na segunda etapa.

Julio Avellar (diretor de Competições da CBF), na foto, o mais alto, ao lado de Mauro Silva e Mislaine Scarelli, ambos dirigentes da federação paulista, na entrega da taça ao CorinthiansJulio Avellar (diretor de Competições da CBF), na foto, o mais alto, ao lado de Mauro Silva e Mislaine Scarelli, ambos dirigentes da federação paulista, na entrega da taça ao Corinthians
Créditos: Cris Mattos / CBF

A Ferrinha buscava reagir a todo custo e ainda acertou o travessão do Corinthians, numa bola cabeceada por Patrícia Sochor. Mas a conquista do Timão já estava sacramentada. Com direito a muita festa da torcida na Neo Química Arena, reunindo crianças e gente de todas as idades que não conseguiam controlar a emoção e entoavam o hino do clube sem conter as lágrimas.

Corinthians venceu com méritos o aguerrido time da Ferroviária

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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