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Corinthians deixa vitória escapar depois de estar ganhando do Atlético-GO

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Em uma noite de reviravoltas e muita emoção no Estádio Antônio Accioly, Corinthians e Atlético-GO travaram um duelo eletrizante que terminou empatado em 2 a 2. O Timão, com dois gols de Yuri Alberto, chegou a ter a vitória nas mãos, mas cedeu o empate nos acréscimos, frustrando os planos de António Oliveira. Apesar do resultado agridoce, o ponto conquistado fora de casa foi suficiente para tirar o time paulista da zona de rebaixamento do Brasileirão.

O jogo começou frenético, com chances para os dois lados logo nos primeiros minutos. O Corinthians, porém, logo tomou as rédeas da partida e abriu o placar aos 15 minutos, com um golaço de Yuri Alberto. O atacante recebeu lançamento preciso de Cacá, invadiu a área pela esquerda e bateu cruzado, sem chances para o goleiro Ronaldo. O Timão seguiu dominando e quase ampliou com Gustavo Henrique, que cabeceou com perigo após cruzamento de Igor Coronado. No entanto, o zagueiro se tornaria vilão pouco depois, ao receber o segundo cartão amarelo e ser expulso, deixando o Corinthians com um a menos ainda no primeiro tempo.

Com a vantagem numérica, o Dragão se lançou ao ataque e pressionou o Timão nos minutos finais da primeira etapa, levando perigo em chutes de fora da área e jogadas aéreas. O empate, porém, teimava em não sair.

Na volta do intervalo, o Atlético-GO manteve a postura ofensiva e encurralou o Corinthians em seu campo de defesa. Contra as cordas, o Timão encontrou um gol salvador aos 18 minutos, novamente com Yuri Alberto. O camisa 9 aproveitou bom passe de Rodrigo Garro e, com muita frieza, tocou na saída do goleiro, ampliando a vantagem corintiana.

A alegria do Timão, entretanto, durou pouco. Aos 20 minutos, Luiz Fernando cruzou na área e Cacá, em uma infelicidade, desviou a bola contra o próprio patrimônio, diminuindo o placar para o Dragão. O gol animou os donos da casa, que partiram com tudo em busca do empate. Aos 29 minutos, Guilherme Romão recebeu cruzamento na área e finalizou com muito perigo, quase marcando um golaço. Aos 32, foi a vez de Vagner Love perder chance incrível para o Atlético-GO, chutando por cima do gol quando tinha tudo para empatar o jogo.

O tempo passava e o Atlético-GO seguia pressionando. Já nos acréscimos, a insistência dos donos da casa foi recompensada. Max foi derrubado por Hugo dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Shaylon bateu com categoria, no canto esquerdo de Carlos Miguel, decretando o empate no Antônio Accioly.

Com o resultado, o Corinthians respira aliviado ao deixar o Z4, chegando a 6 pontos e ocupando a 16ª posição. Já o Atlético-GO permanece em situação delicada, na 18ª colocação com 5 pontos. Na próxima rodada, o Timão terá pela frente o clássico contra o São Paulo, domingo, na Neo Química Arena. O Dragão, por sua vez, visita o Fluminense no sábado.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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