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Corinthians bate Novorizontino e vai à 19ª final da Copinha

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Em uma partida emocionante realizada nesta segunda-feira (22), no estádio Arena Barueri, o Cruzeiro venceu o Flamengo por 2 a 1 na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Com essa vitória, a equipe mineira está na busca pelo bicampeonato do torneio.

O jogo começou movimentado, com os dois times buscando o ataque desde os primeiros minutos. No entanto, foi somente no segundo tempo que os gols começaram a sair. Aos 4 minutos, o Cruzeiro abriu o placar com o zagueiro Bruno Alves, que cabeceou com força após um cruzamento preciso de Jhosefer, a bola tocou no travessão e entrou.

O Flamengo não demorou para reagir e empatou aos 13 minutos, com uma bela jogada de Victor Silva pela esquerda, que rolou a bola para Weliton bater firme de esquerda.

A partida continuou acirrada, e aos 25 minutos o Cruzeiro teve a chance de voltar à frente do placar através de um pênalti. O atacante Gui Meira, que entrou no jogo vindo do banco, assumiu a cobrança e não desperdiçou a oportunidade, colocando a equipe mineira novamente na liderança do jogo.

Após o gol, o Cruzeiro soube administrar bem a vantagem e neutralizar as investidas de ataque do Flamengo. A equipe carioca, por sua vez, não conseguiu criar oportunidades claras de gol e acabou sendo eliminada da competição.

Com essa vitória, o Cruzeiro garantiu seu lugar na quarta final da Copa São Paulo de sua história. A equipe busca repetir o feito de 2007, quando se sagrou campeã do torneio.

Agora, o Cruzeiro aguarda o confronto entre Corinthians e Novorizontino para conhecer seu adversário na grande final, que acontecerá em breve.

Por outro lado, o Flamengo enfrentou dificuldades na semifinal devido ao desfalque de doze jogadores, que foram chamados para integrar o elenco principal no Campeonato Carioca. Mesmo com o retorno de seis desses jogadores, a equipe não conseguiu superar o Cruzeiro e ficou pelo caminho na competição.

No geral, o jogo teve momentos intensos e contou com a utilização do VAR, que já faz parte das semifinais da Copa São Paulo. Em uma das jogadas, o árbitro de vídeo recomendou a revisão de um lance em que o zagueiro Iago, do Flamengo, atingiu o rosto de Pedrão, do Cruzeiro, com o cotovelo. A penalidade foi assinalada e o time mineiro aproveitou a cobrança para marcar o gol da vitória.

Agora, resta aguardar para ver quem será o grande campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. O Cruzeiro continua sua caminhada em busca do bicampeonato, enquanto outras equipes também lutam para levantar o troféu.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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