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Copa América tem hoje 2 jogos: Colômbia e Catar e Argentina e Paraguai

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Da Redação

Duas partidas marcam a segunda rodada do Grupo B da Copa América nesta quarta-feira (19). A Colômbia e o Catar se enfrentam às 18h30, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Mais tarde, às 21h30, Argentina e Paraguai jogam no Mineirão, em Belo Horizonte.

Colômbia

A Colômbia se destacou na primeira rodada da Copa América, com a vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, na Fonte Nova, em Salvador. Apesar da vitória, o técnico Carlos Queiroz agiu com muita cautela na entrevista coletiva de ontem (18) à tarde no Morumbi.

O treinador citou o amistoso em que o Brasil venceu a seleção do Catar por 2 a 0. Queiroz disse que depois de fazer dois gols, a seleção brasileira desacelerou e chegou a sofrer um pênalti, que poderia ter sido convertido pelo Catar. “Isso é uma lição para nós, obrigando a termos atenção para toda partida de campeonato. Teremos pela frente uma equipe que joga bem e é muito perigosa”, avaliou.

O técnico colombiano voltou a mostrar humildade ao se referir ao adversário. “Tem que respeitar sempre. Entendo bem sobre estarmos na América do Sul e não conhecermos o que se passa na Ásia. Eles lá também não sabem o que se passa na Bolívia e no Paraguai. Quando estamos na Europa ou na América do Sul, pensamos sempre nos grandes, olhamos mais para nós e esquecemos que fora dos nossos países e do continente investem também no futebol”, afirmou.

Catar

A campeã recente da Copa da Ásia, a Seleção Nacional do Catar, que participa da Copa América como convidada, empatou na primeira partida com o Paraguai em 2 a 2.

O zagueiro Bassam Al Rawi quer que seus companheiros de seleção do Catar se esqueçam do empate por 2 a 2 contra o Paraguai, na primeira rodada da Copa América, e façam mais uma bela partida contra a Colômbia.

Al Rawi disse que esse “foi um bom resultado contra o Paraguai, mas é preciso esquecer essa partida. Perdemos muitas chances de marcar. Agora precisamos realizar mais um bom trabalho contra a Colômbia”.

O zagueiro mostrou entusiasmo e confiança para a partida contra a Colômbia. ” O jogo contra a Colômbia exigirá um esforço duplo e espero que consigamos ter sucesso e mostrar um nível notável contra uma equipe forte.”

Depois do jogo contra o Colômbia, o Catar vai encerrar sua participação na primeira fase da Copa América diante da Argentina, domingo (23) em Porto Alegre.

Outro confronto

Argentina e Paraguai fazem o segundo jogo do Grupo B às 21h30, no Mineirão. A Argentina perdeu a primeira partida por 2 a 0 para a Colômbia e tem de vencer o Paraguai para se manter no grupo. O time de Lionel Messi fez mistérios no treino em Belo Horizonte.

O técnico Lionel Scaloni não revelou se haverá modificações na seleção argentina para a segunda partida, devido às críticas que a equipe vem sofrendo após a primeira derrota contra a Colômbia.

Paraguai

A seleção paraguaia já está preparada para a partida contra a Argentina, às 21h30 no Mineirão, em Belo Horizonte. O volante Rodrigo Rojas, que sofreu uma lesão na estreia contra o Catar, está pronto para participar da partida.

No jogo de estreia no último domingo, no estádio do Maracanã, o jogador lesionou o cotovelo esquerdo na tentativa, sem sucesso, de evitar o segundo gol do Catar no empate por 2 a 2 entre os países. Ele não treinou na segunda-feira (17), mas ontem esteve em campo sem qualquer restrição médica.

O treinador Eduardo Berizzo definirá se Roger começará jogando. Quem está de volta ao time é o zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, que é o capitão do Paraguai.

Fonte: Agência Brasil / Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-06/copa-america-tem-hoje-2-jogos-colombia-e-catar-e-argentina-e-paraguai / Foto: Alexey Nasyrov/Reuters

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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