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Com um a mais, Barcelona passa pelo Villarreal e volta a vencer no Espanhol

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Messi e Suárez marcam e time catalão amplia vantagem na ponta da tabela

Da Redação

O Barcelona voltou a vencer no Campeonato Espanhol. Depois de dois empates consecutivos, o time catalão enfrentou algumas dificuldades, mas conseguiu derrotar o Villarreal por 2 a 0 neste domingo, fora de casa, pela 15ª rodada da competição.

O caminho da vitória só começou a ser desenhado aos 15 minutos da etapa final, quando a equipe catalã ficou com um jogador a mais. Raba cometeu falta dura em Busquets e recebeu o cartão vermelho, dificultado a situação do Villarreal.

Em vantagem numérica, o Barcelona encontrou mais espaço para furar a retranca adversária e abriu o placar com Suárez, aos 26 minutos, após uma bela triangulação. Messi tocou para o uruguaio, que deu para Alcácer e recebeu de frente para o goleiro. Suárez, então, driblou Asenjo e mandou para as redes.

Até então, o Barcelona encontrava bastante dificuldade para finalizar. O time catalão contou com o volante Paulinho entre os titulares mais uma vez. Mas o brasileiro teve atuação discreta e foi substituído por Aleix Vidal, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Messi marcou o segundo gol da partida após uma saída de bola errada da zaga adversária. Busquets recebeu o presente e passou para o argentino, que avançou, deixou dois defensores para trás e bateu firme na saída do goleiro.

O resultado levou o Barcelona aos 39 pontos, com cinco de vantagem sobre o Valencia, o segundo colocado. O arquirrival Real Madrid aparece apenas na quarta colocação, com 31, atrás do Atlético de Madrid, que tem 33.

O time de Messi volta a campo pelo Campeonato Espanhol no próximo domingo, quando receberá o Deportivo La Coruña, no Camp Nou. O Villarreal, que está no sexto lugar com 21 pontos, jogará no mesmo dia, contra o Celta, fora de casa.

Ainda neste domingo, o Athletic Bilbao derrotou o Levante por 2 a 1, fora de casa, e se distanciou da zona de rebaixamento. Com gols de Aduriz e Postigo (contra), o time visitante foi a 17 pontos, na 13ª colocação. Laporte, também contra, descontou para os anfitriões, que estão em 15º lugar, com 16.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Heino Kalis/Reuters

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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