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Com ‘sonho realizado’, Paulo Victor diz que escolheu Grêmio para ‘ser campeão’

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Goleiro deixou o Flamengo para defender o clube gaúcho

Da Redação

 

Sem chances no gol do Flamengo, Paulo Victor quase acertou com o futebol turco, mas, quase de última hora, acabou acertando com o Grêmio. Apresentado oficialmente nesta sexta-feira, o goleiro diz “realizar um sonho” no time gaúcho e diz que optou pelo clube de Porto Alegre pela chance de “ser campeão”.

“É um prazer enorme vestir a camiseta do Grêmio, um sonho realizado. Os olhos brilham, porque você sabe a grandeza que é o Grêmio em torcida, camisa e títulos. Quando recebi o convite, estava com tudo acertado na Turquia e o Grêmio, assim como eu, fizemos um grande esforço para fecharmos a negociação, porque tenho um objetivo aqui, o de ser campeão”, declarou o novo goleiro gremista.

Apesar da empolgação, Paulo Victor sabe que será reserva de Marcelo Grohe, que vem em grande fase há alguns anos, desde a saída de Victor para o Atlético-MG. “Respeito o Marcelo Grohe, que é um excelente goleiro, assim como o Bruno Grassi, o Léo e o Dida. A minha escolha de jogar no Clube é porque o vejo como um dos melhores elencos desde o ano passado. Troco um time grande por um gigante”, afirmou o goleiro.

Em sua apresentação, Paulo Victor adotou postura modesta e evitou falar sobre suas maiores qualidade. “Eu procuro crescer a cada dia. Quando eu parar de evoluir é o dia que eu direi que parei de jogar. Não vou dizer que sou um bom pegador de pênalti ou tenho alguma outra qualidade, pois acredito que devo trabalhar o todo”, disse o jogador, que assinou contrato até o fim de 2019.

TREINO

Após vencer o Flamengo no Rio de Janeiro, o Grêmio desembarcou em Porto Alegre na tarde desta sexta. No CT Presidente Luiz Carvalho, foram a campo somente aqueles que não foram titulares na noite de quinta-feira. O grupo de reservas foi dividido em dois para um trabalho físico e, depois, para um treino coletivo.

O time principal contou com: Bruno Grassi; Leonardo Gomes, Rafael Thyere, Bruno Rodrigo, Marcelo Oliveira, Jailson, Kaio, Lincoln, Éverton, Pedro Rocha e Bolaños. Léo Moura e Maicon treinaram em separado na companhia de Douglas e Jael. Os titulares fizeram treino regenerativo na academia.

 

 

 

 

Fonte: Conteúdo Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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