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Com quatro jogos a menos, Corinthians pode igualar recorde do Cruzeiro de Luxa

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Após vitória sobre o Atlético-MG, Timão se credencia a alcançar marca da Raposa de 2003: 47 pontos. Na ocasião, porém, Brasileiro tinha 23 rodadas por turno – agora são só 19

Da Redação

A campanha do Corinthians na atual edição do Campeonato Brasileiro é tão impressionante que pode igualar os números do Cruzeiro de 2003, clube com mais pontos no primeiro turno na história dos pontos corridos. O detalhe: a equipe mineira, treinada por Vanderlei Luxemburgo e liderada pelo meia Alex, teve quatro rodadas a mais para atingir seu objetivo.

Depois da vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, o Timão chegou aos 44 pontos na tabela. O Cruzeiro de 14 anos atrás chegou aos 47 pontos no primeiro turno – mas com 23 jogos, num Brasileirão que tinha 24 clubes.

O Corinthians pode atingir os mesmos 47 se vencer o Sport, neste sábado, às 19h (horário de Brasília), em Itaquera. Com 19 jogos, num Brasileirão que tem 20 clubes.

Desde que o campeonato passou a ter este número de participantes, em 2006, a campanha do Corinthians já é a melhor. Supera os 43 pontos conquistados por Atlético-MG, em 2012, e Cruzeiro, em 2014. O Galo foi vice-campeão, enquanto a Raposa levou o título.

O aproveitamento atual do Timão é de 81,5%, superior ao do Cruzeiro de 2003: 68.1%. Naquela ocasião, os comandados de Vanderlei Luxemburgo encerraram o turno com 14 vitórias, cinco empates e quatro derrotas. O Corinthians terminaria invicto.

– Fiquei sabendo que a nossa é a melhor campanha do primeiro turno da história dos pontos corridos. A gente fica muito feliz com o trabalho que está sendo feito até agora, mas a todo momento batemos na tecla da humildade, que ainda não ganhamos nada e tem mais um turno pela frente. Se a gente deixar cair, vai se prejudicar muito. Temos que manter focados no trabalho para que as coisas continuem dessa forma – afirmou o meia Rodriguinho.

Os objetivos a longo prazo são mais improváveis. O mesmo Cruzeiro fez 53 pontos no segundo turno e terminou o campeonato com incríveis 100, marca nunca superada. Campanha muito difícil de ser repetida num campeonato com oito rodadas a menos – quatro em cada turno.

Fonte: Globo Esporte

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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