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Com gols de Messi e Paulinho, Barcelona ganha em Bilbao e segue tranquilo em 1º

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Equipe catalã chegou aos 28 pontos e abriu quatro de distância do 2º colocado Valência

Da Redação

 

Em meio ao conturbado momento político vivido pela região da Catalunha, o Barcelona segue nadando em águas tranquilas no Campeonato Espanhol. Neste sábado, mesmo atuando no País Basco, o time catalão contou com mais uma boa atuação do craque argentino Lionel Messi para derrotar o Athletic Bilbao por 2 a 0, no estádio Novo San Mamés, em Bilbao, pela 10.ª rodada. Assim, manteve uma boa vantagem na liderança.

Agora com 28 pontos – são nove vitórias e um empate -, o Barcelona mantém quatro de vantagem para o Valencia, que surpreende neste início de temporada após campanhas sofríveis nos últimos anos. Neste sábado, o time valenciano também jogou no País Basco, na cidade de Vitória, e derrotou o Alavés por 2 a 1 – gols do italiano Simone Zazá e do brasileiro naturalizado espanhol Rodrigo.

Em Bilbao, o Barcelona comandou as ações da partida, apesar de alguns lances de perigo do rival. Teve mais posse de bola e não deixou o Athletic Bilbao, o ex-time do seu atual técnico Ernesto Valverde, jogar como gosta. Aos 36 minutos do primeiro tempo, conseguiu abrir o placar. Jordi Alba recebeu bola esticada na esquerda, na linha de fundo, e cruzou na medida para Messi, no meio da área, livre, mandar de primeira para o gol.

Titular pela quinta vez em 12 jogos pelo Barcelona, Paulinho novamente teve uma grande atuação. Foi bem na marcação e apareceu no ataque. Colocou uma bola na trave, tabelou com Messi e fez o segundo gol, já aos 45 minutos do segundo tempo, em mais um lance de subida ao ataque, como gosta de fazer. Aproveitou o rebote do goleiro Kepa em um chute cruzado do uruguaio Luis Suárez.

OUTROS JOGOS

Na tabela de classificação, atrás de Barcelona e Valencia estão Real Madrid e Atlético de Madrid, ambos com 20 pontos. O primeiro jogará neste domingo contra o Girona, fora de casa, na região da Catalunha. O rival entrou em campo neste sábado e ficou no empate por 1 a 1 com o Villarreal, no estádio Wanda Metropolitano, em Madri.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Luis Tejido/EFE

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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