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Com gols de Bruno Gomes, Marcelino Moreno e Robson o Coxa venceu o América por 3 a 0

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O Coritiba foi até Belo Horizonte nesta quarta-feira (08), enfrentar o América, pela 33ª rodada do Brasileirão. O Coxa venceu o jogo no Independência pelo placar de 3 a 0. Bruno Gomes e Marcelino Moreno marcaram na primeira etapa para o alviverde, e Robson balançou as redes pela terceira vez no segundo tempo.

O Coxa volta a campo no sábado (11), pela 34ª rodada do Brasileiro. No Durival Britto, o alviverde receberá o Cruzeiro, às 16h.

O jogo

O técnico Thiago Kosloski cumpriu suspensão automática nesta partida, após ser expulso no jogo anterior. Na beira do gramado, o auxiliar técnico, Reginaldo Nascimento, comandou a equipe coxa-branca.

Reginaldo Nascimento escalou o time alviverde com: Gabriel, Natanael, Thalisson, Henrique ©, Victor Luis, Sebastian Gómez, Andrey, Bruno Gomes, Marcelino Moreno, Robson e Slimani.

O confronto começou truncado e equilibrado no Independência. O Coritiba buscava escapar das marcações acionando as laterais do campo, mas as chegadas ofensivas eram travadas pela defesa adversária.

Apesar do jogo estudado, o Coxa teve uma boa finalização aos 17’ minutos. Bruno Gomes trabalhou pela direita e foi até a linha de fundo, ele limpou a marcação e dentro da área fez o passe. A zaga do América afastou a bola.

O Coxa abriu o placar aos 21’ minutos! Após cruzamento de Robson pela direita, a bola desviou em Sebastian Gómez na área e sobrou para Bruno Gomes na segunda trave. O camisa 6 estava sozinho e cabeceou para o fundo das redes. 1×0 Coritiba!

Em um contra-ataque fatal, aos 34’ minutos, o Coritiba ampliou o placar no Independência. Pela direita, Natanael levantou a bola para Slimani, o argelino ajeitou de cabeça para Marcelino Moreno dentro da área. O camisa 10 se livrou da marcação e finalizou cruzado direto para o gol. 2×0 Coxa!

Segundo tempo

Na etapa complementar, o auxiliar técnico Reginaldo Nascimento fez alterações na equipe. Entraram: Diogo Oliveira, Jamerson e Matheus Bianqui; nos lugares de: Slimani, Victor Luis e Sebastian Gómez.

A segunda etapa continuou com o confronto truncado. Buscando ampliar o placar, o time paranaense se sobressaia nas jogadas de velocidade e chegava com mais frequência na área, mas as finalizações acabavam longe da meta.

O terceiro gol alviverde saiu aos 23’ minutos. Após arrancada de Natanael pela direita, o camisa 16 chegou na linha de fundo e rolou a bola para trás. Robson dominou e finalizou dando um toquinho na bola e empurrando para as redes. 3×0 Coxa!

Reginaldo Nascimento fez as últimas substituições na equipe. Entraram em campo: Maurício Garcez e Fransérgio nos lugares de Marcelino Moreno e Andrey.

Aos 46’ minutos, o Coxa chegou mais uma vez. Fransérgio roubou a bola no meio campo e avançou com ela chegando perto da área, finalizou. A bola passou por cima do gol e foi para fora.

Após 2’ minutos de acréscimos, o árbitro sinalizou o fim da partida no Independência.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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