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Com gol de pênalti no fim, Chapecoense perde Copa Suruga para Urawa Red Diamonds

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Depois da última partida da excursão internacional, time catarinense agora foca em evitar rebaixamento no Campeonato Brasileiro

Da Redação

 

A Chapecoense perdeu nesta terça-feira a decisão da Copa Suruga. Em uma partida de baixo nível técnico, a equipe levou um gol de pênalti nos minutos finais e acabou sendo superada pelo japonês Urawa Red Diamonds por 1 a 0, em Saitama, em um dos estádios que foram palco da Copa do Mundo de 2002.

O confronto entre Urawa Red Diamonds e Chapecoense teve pouca emoção. O time japonês apresentou mais organização tática e controlou o primeiro tempo, um cenário diferente da etapa final, quando a equipe catarinense até teve chances de gol, mas acabou sendo superada no fim em um pênalti que provocou protestos dos jogadores da equipe brasileira, quando a partida parecia fadada a ser definida nos pênaltis.

A Chapecoense se garantiu na disputa da Copa Suruga após ser declarada campeã da Copa Sul-Americana de 2016 pela Conmebol depois da tragédia aérea que provocou a morte de 71 pessoas quando a equipe seguia para a disputa da final com o Atlético Nacional, na Colômbia. Já o Urawa Red Diamonds conquistou no ano passado o título da Copa da Liga Japonesa, o que lhe garantiu no confronto desta terça.

Antes da Chapecoense, outros dois clubes brasileiros haviam participado da Copa Suruga: o Internacional, que levou a taça da competição amistosa em 2009, e o São Paulo, derrotado em 2013. Além disso, esta foi a sexta vez em dez edições que a taça ficou com um time do Japão.

Agora, após a passagem pela Europa e pelo Japão, a Chapecoense retorna ao País e vai voltar a jogar no próximo domingo. No Allianz Parque, o time enfrentará o Palmeiras em duelo válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. E o foco deverá ser a luta contra o rebaixamento, ainda mais que a equipe está na zona de descenso, na 17ª posição, mesmo que com um jogo a menos do que os principais adversários.

O JOGO

A Chapecoense até esboçou um bom início da partida, apostando em jogadas aéreas para tentar ameaçar o Urawa Red Diamonds. Mas essa situação durou pouco. Logo o time japonês adiantou a marcação e passou a dominar o duelo, ainda que sem criar chances reais de gol em um primeiro tempo fraco em Saitama.

Muito recuada, a Chapecoense apostava em chutões para sair do campo de defesa, mas sem muito sucesso, deixando o controle da posse de bola para os adversários. Além disso, o lateral-direito Apodi, quase sempre um desafogo para a equipe em jogadas de velocidade, era bem neutralizado, principalmente porque o atacante brasileiro Rafael Silva lhe dava bastante trabalho na marcação. Só que como faltava criatividade ao organizado time japonês, o primeiro tempo terminou com um modorrento 0 a 0.

Na etapa final, a Chapecoense conseguiu equilibrar o jogo, passando a ter mais posse de bola no setor ofensivo. E o time quase abriu o placar aos 13 minutos, quando Arthur foi lançado por Luiz Antônio e bateu para boa defesa de Enomoto. Ele ainda pegou o rebote e voltou a finalizar, mas, sem ângulo, não conseguiu acertar a meta da equipe japonesa. A Chapecoense voltou a ameaçar aos 16, quando Reinaldo cobrou lateral com força na direção da grande área e Douglas Grolli cabeceou por cima da meta do Urawa Red Diamonds.

Foram esses os melhores momentos da Chapecoense na partida. E embora a equipe tenha se mantido no restante da etapa final no ataque, criando alguns lances perigosos com Apodi, acabou sendo vazada no final da partida, após erro de Lucas Marques, Douglas Grolli derrubar Zlatan Ljubijankic na grande área.

A marcação provocou forte reclamação da Chapecoense, o que postergou em mais de cinco minutos a cobrança. Aos 48, então, Abe bateu no canto esquerdo da meta defendida pelo goleiro Jandrei, colocando o Urawa Red Diamonds em vantagem.

Nos instantes finais, a Chapecoense apostou em jogadas aéreas para empatar o duelo e levar a sua definição para os pênaltis. Mas não teve êxito e amargou a derrota para o time japonês, campeão da Copa Suruga.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteudo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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