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Com gol de Casemiro, Real Madrid bate Manchester United e fatura a Supercopa

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Vitória por 2 a 1, na Macedônia, dá ao time de Zidane o primeiro título na temporada

Da Redação

 

O Real Madrid estendeu sua hegemonia na Europa nesta terça-feira, com a conquista da Supercopa do continente. Mesmo sem Cristiano Ronaldo por mais de 80 minutos, o time espanhol contou com atuação inspirada de Casemiro, autor do primeiro gol, e dominou o Manchester United para vencer por 2 a 1, na Macedônia, iniciando a temporada com o pé direito.

Trata-se do sexto título de Zinedine Zidane como técnico, em pouco mais de um ano e meio no cargo, período no qual o Real foi dominante. São duas conquistas de Liga dos Campeões e outras duas de Supercopa da Europa consecutivas, o que confirma o clube madrilenho como time a ser batido mais uma vez nesta temporada do Velho Continente.

Desta vez, o Real sequer precisou de Cristiano Ronaldo para levar a melhor, já que o craque foi poupado por ter se reapresentado apenas no último sábado, após disputar a Copa das Confederações, e só entrou em campo aos 36 minutos do segundo tempo. Do lado do Manchester, a derrota e a fraca atuação foram um balde de água fria para um clube que luta para voltar a ser um dos mais fortes da Europa.

O Real Madrid agora volta a campo no domingo, quando inicia a decisão da Supercopa da Espanha contra seu arquirrival, o Barcelona, no Camp Nou. Já o Manchester começa a caminhada no Campeonato Inglês também no domingo, contra o West Ham, em casa.

O JOGO – O Real Madrid começou superior, infernizando a defesa inglesa e assustando logo nos primeiros minutos com Bale, que finalizou no susto após escanteio da esquerda e jogou rente à trave.

Mas o dono do primeiro tempo foi Casemiro. Com o Real no campo do adversário e tendo poucas responsabilidades defensivas, o brasileiro também se lançou e assustou em duas oportunidades. Aos 15 minutos, aproveitou escanteio da esquerda e acertou o travessão. Logo depois, arriscou de fora da área e mandou por cima.

De tanto insistir, o volante abriu o placar aos 23 minutos ao aparecer novamente como elemento surpresa no ataque. Carvajal deu lançamento preciso e encontrou Casemiro na área para finalizar de canhota, cruzado, sem chances para De Gea. A posição do brasileiro era duvidosa, mas o árbitro confirmou o gol.

O gol fez o Real diminuir o ritmo, talvez também influenciado pelo forte calor no verão europeu, que resultou em pausas para reidratação em ambas as etapas. Somente aos 42, o time espanhol voltou a assustar com Benzema, que exigiu ótima defesa de De Gea. A resposta do Manchester só veio aos 45, com Lukaku, que cabeceou em cima de Navas.

Mas o Real voltou a ser agressivo no início do segundo tempo e não demorou a ampliar. Depois de desperdiçar duas oportunidades antes dos cinco minutos, com Kroos e Marcelo, o time espanhol viu Isco receber livre na área, tabelar com Bale e deslocar De Gea com categoria, aos seis.

O Manchester tentava responder, mas Lukaku parecia viver dia para esquecer e perdeu chance inacreditável aos sete minutos. Após Navas bloquear cabeçada de Pogba, o belga chegou sozinho no meio da área e isolou.

O Real quase selou a vitória aos 15, quando Casemiro enfiou boa bola e Bale acertou o travessão. Mas o erro foi fatal, porque somente um minuto depois, Lukaku marcou. Em lance semelhante ao anterior, o belga aproveitou rebote de Navas após chute de longe e, desta vez, balançou a rede.

O gol abalou o Real e deu forças ao Manchester, que foi para cima e finalmente passou a incomodar o adversário. O empate poderia ter saído aos 35, quando Mkhitaryan deu enfiada perfeita para Rashford, que finalizou cruzado e parou em Navas, perdendo a última grande chance da equipe.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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