Esporte
Com frango de Cássio, Fluminense derrota o Corinthians e sai da zona de rebaixamento
Esporte
Da Redação
O Fluminense derrotou o Corinthians por 1 a 0, neste domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ganso marcou o único gol do jogo no primeiro tempo, após nova falha de Cássio. Na última rodada, no empate por 2 a 2 contra o Ceará, o goleiro já teve atuação contestada, após sofrer gol olímpico nos acréscimos.
O Corinthians encerra o primeiro turno com 32 pontos, dez atrás do líder Flamengo, por ora, na quinta colocação. O time perdeu uma posição para Internacional (que derrotou o Atlético-MG na rodada), e ainda pode ser ultrapassado pelo São Paulo, caso o time do Morumbi vença o CSA.
A vitória leva o Fluminense para 18 pontos, na 16ª posição, e tira o clube carioca da zona do rebaixamento. A derrota encerrou uma invencibilidade de dez partidas do Corinthians no Brasileirão (cinco vitórias e cinco empates). O time ainda não havia sido derrotado desde o retorno da competição, após a disputada da Copa América.
Na 20ª rodada, a primeira do returno, o Corinthians enfrenta o Bahia, sábado, 19h, na Arena Corinthians. Antes disso, porém, o time do técnico Fábio Carille entra em campo na quarta-feira, também em seu estádio, para enfrentar o Independiente del Valle, pela primeira partida das semifinais da Copa Sul-Americana. O Fluminense encara o Goiás, no domingo, no Serra Dourada.
A condição ruim do gramado do Mané Garrincha quase tirou Cássio do jogo. Durante o aquecimento, a bola tocou o solo na grande área e acertou o rosto do goleiro, que caiu no gramado e precisou de atendimento médico.
Com a bola rolando, Corinthians e Fluminense fizeram um primeiro tempo movimentado, mas de pouca criatividade e chances de gols. O lado direito corintiano com Fagner e Pedrinho, ponto forte do time de Carille, não funcionou. Diante de um cenário de poucas chances e equilíbrio, a vantagem parcial do time carioca se deu por uma falha individual do goleiro Cássio.
A melhor chance do Corinthians na primeira etapa veio através da bola parada. Aos 7, após cobrança de escanteio, Gil cabeceou e acertou a trave de Muriel. O Fluminense também respondeu com uma jogada de bola parada. Aos 29, Nenê cobrou falta com perigo sobre o gol.
Quando a primeira etapa caminhava para o empate sem gols, Ganso arriscou um chute de fora da área, Cássio tentou encaixar a bola, mas ela bateu nos braços do goleiro e foi para as redes. Falha do goleiro corintiano. “Fui fazer o movimento e infelizmente a bola saiu do meu braço. Foi uma falha que não pode acontecer. Mas faz parte do jogo”, reconheceu o goleiro, que negou que a bolada sofrida no rosto antes do início da partida tenha influenciado na falha que originou o gol do Fluminense. “Lógico que tomei a bolada ali, mas não tenho problema (de admitir), foi falha minha, tomei o gol e não tem o que justificar”.
No segundo tempo o Corinthians se lançou ao ataque em busca do empate e deu espaços para os conta-ataques do Fluminense, que não aproveitou a chance de ampliar o placar. Mesmo com maior tempo de posse de bola, o time de Carille continuou encontrando dificuldades na criação das jogadas, a ponto de o goleiro tricolor Muriel não ter praticado nenhuma defesa importante.
Carille ainda tentou aumentar o volume ofensivo com as entradas de Vagner Love e Boselli, mas não chegou ao gol de empate. Nos acréscimos, após cobrança de falta de Jadson, Gil subiu livre de marcação, mas cabeceou para fora, acabando com as chances do empate.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 x 0 CORINTHIANS
FLUMINENSE – Muriel; Gilberto, Nino, Digão e Caio Henrique; Yuri Lima (Dodi), Allan (Frazan), Ganso (Pablo Dyego), Nenê e João Pedro; Yony González. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Bruno Méndez, Gil e Carlos Augusto; Gabriel (Vagner Love), Júnior Urso (Jadson), Janderson, Mateus Vital, Pedrinho; Gustavo (Boselli). Técnico: Fábio Carille.
GOL – Ganso, aos 39 minutos do 1º tempo.
CARTÕES AMARELOS – Júnior Urso (Corinthians); Gilberto, Nino, Yuri Lima e Muriel (Fluminense).
ÁRBITRO – Jean Pierre Goncalves Lima (RS).
PÚBLICO – 15.733 pagantes.
RENDA – R$ 1.444.560,00.
LOCAL – Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).
Fonte: O Estado de S.Paulo https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,com-frango-de-cassio-fluminense-derrota-o-corinthians-e-sai-da-zona-de-rebaixamento,70003011539
Foto: Mailson Santana/Fluminense
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política7 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política7 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades7 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política7 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login