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COI oficializa Jogos Olímpicos em Paris-2024 e Los Angeles-2028

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Confirmação ocorre após a realização de uma votação simbólica ocorrida em Lima, no Peru

Da Redação

 

Conforme já esperado que acontecesse, o Comitê Olímpico Internacional (COI) oficializou nesta quarta-feira, em Lima, no Peru, Paris e Los Angeles como respectivas sedes dos Jogos de 2024 e 2028. A confirmação ocorreu após a realização de uma votação simbólica ocorrida na cidade peruana que abriga encontro do Comitê Executivo do órgão, pois já havia sido selado anteriormente um acordo para que as duas cidades se tornassem palcos destas duas edições do grande evento.

A decisão desta quarta foi histórica também pelo fato de que, pela primeira vez, o COI anunciou duas cidades de forma simultânea como sedes de duas diferentes Olimpíadas. Isso acabou acontecendo depois de uma série de candidatas abandonarem o processo de candidatura para abrigar a edição de 2024 dos Jogos.

O fato, propiciado principalmente pelos altos custos que inviabilizaram a continuidade de Hamburgo, Roma e Budapeste da disputa para ser sede olímpica, colocou em xeque o atual processo de seleção das sedes promovido pelo COI, que se viu obrigado a aceitar um acordo prévio entre Paris e Los Angeles. As duas cidades concluíram que não teriam nada a ganhar como rivais na briga para abrigar uma Olimpíada e acordaram que cada uma delas seria sede de uma das edições dos Jogos em 2024 e 2028.

Agora oficializadas como sedes, Paris e Los Angeles receberão pela terceira vez cada uma Olimpíada. A capital francesa já abrigou o grande evento em 1900 e 1924, enquanto a cidade norte-americana foi palco da competição em 1932 e 1984. Assim, Paris e Los Angeles também se igualaram a Londres como únicas cidades a terem recebido três edições da Olimpíada de Verão, que já aconteceu na capital inglesa em 1908, 1948 e 2012.

“Parabéns a Paris-2024 e Los Angeles-2028! Essa dupla alocação histórica é uma situação de ‘vitória-vitória-vitória’ para a cidade de Paris, para a cidade de Los Angeles e para o COI”, afirmou Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, ao oficializar as sedes durante a assembleia realizada nesta semana em Lima.

“É difícil de imaginar algo melhor. Garantir a estabilidade dos Jogos Olímpicos para os atletas do mundo pelos próximos 11 anos é algo extraordinário”, ressaltou o dirigente, ao comentar a eleição das sedes que também fará Paris voltar a abrigar os Jogos após 100 anos da última edição do evento na cidade, assim como propiciará aos Estados Unidos se tornar novamente sede olímpica 32 anos depois da realização dos Jogos de Atlanta-1996.

Inicialmente, Los Angeles estava disputando com Paris, na França, a sede de 2024. Em um acordo realizado no final de julho, em Lausanne, na Suíça, os norte-americanos aceitaram abrir mão desta candidatura para serem sede olímpica quatro anos depois.

“Essas são duas grandes cidades, de dois grandes países, com um grande história olímpica. Ambas as cidades estão muito entusiasmadas com os Jogos e estão promovendo o espírito olímpico de uma maneira fantástica”, ressaltou Bach nesta quarta.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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