Esporte

COB convoca reunião de emergência e Ministério convida presidente interino para esclarecimento

Publicado em

Esporte

Encontros visam discutir a decisão do Comitê Olímpico Internacional de suspender provisoriamente a entidade brasileira

Da Redação

 

A suspensão do COI (Comitê Olímpico Internacional) imposta ao COB (Comitê Olímpico do Brasil) caiu como uma bomba no esporte nacional. O recado nas entrelinhas da entidade na Suíça foi bem claro: arrumem a casa que tudo voltará ao normal. E não demorou para o COB soltar um comunicado convocando Assembleia Geral Extraordinária na próxima quarta-feira, com a presença das confederações esportivas filiadas.

“Na oportunidade, a Assembleia irá deliberar quanto às decisões anunciadas pelo Comitê Olímpico Internacional nesta sexta-feira, dia 6 de outubro de 2017, e sobre a atual situação do COB”, informou o comunicado da entidade brasileira. 

Na reunião no Rio, os dirigentes esportivos vão definir uma estratégia de atuação após a prisão temporária de seu presidente Carlos Arthur Nuzman.

Anteriormente, alguns dirigentes já tinham sugerido ao próprio Nuzman a ideia de afastamento, mas ele nunca considerou a hipótese. Agora, esta decisão pode até sair por votação de seus pares, que ficaram incomodados com a evolução da crise institucional.

Para Alaor Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) e único opositor de Nuzman na última eleição, a situação é delicada. “Só temos a lamentar que o esporte olímpico brasileiro tenha sido atingido dessa forma e em um momento em que grandes resultados estão sendo alcançados, muitos deles frutos da continuidade do trabalho realizado no último ciclo. E não falo apenas pelo tênis de mesa”, afirmou o dirigente.

“Sabemos o quanto, no Brasil, é necessário batalhar para que as modalidades possam atingir a excelência e, com muito suor, muitas confederações têm conseguido. Essa suspensão deixa uma incógnita no ar, tornando ainda mais difícil alguns aspectos, como a busca por patrocínios. Em suma, é um retrocesso em um trabalho que vinha mostrando evolução”, continuou Alaor.

Na CBVela (Confederação Brasileira de Vela), o presidente Marco Aurélio de Sá Ribeiro mostra preocupação com o momento. “A gente recebeu com muito pesar essa notícia, que não traz alegria. Nossa preocupação é com a instituição. Temos muitos amigos no COB, como a Adriana Behar, o Jorge Bichara, e queremos que continue o planejamento para 2020. O trabalho precisa continuar e precisamos resguardar a instituição esportiva”, disse.

O dirigente contou que não houve nenhuma posição formal do COB às confederações esportivas nesta semana e pretende participar da reunião na quarta-feira para ver quais serão os desdobramentos desta punição e procurar uma saída para a crise na entidade.

A decisão do COI em suspender o COB também teve impacto na esfera governamental. Leonardo Picciani, ministro do Esporte, pediu para o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Rogério Sampaio, convocar o presidente interino do COB, Paulo Wanderley, a fim de obter informações detalhadas sobre a decisão do COI.

“O Ministério do Esporte lamenta os recentes acontecimentos e confia no trabalho das autoridades competentes na apuração das denúncias. O ministério continuará trabalhando para garantir o apoio aos atletas brasileiros e ao esporte de alto rendimento, dentro de sua missão constitucional”, informou, em nota

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Wilton Junior/Estadão

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA