Esporte

Chelsea e Arsenal avançam e vão decidir o título da Liga Europa

Publicado em

Esporte

Pela primeira vez na história, quatro equipes do mesmo país estão nas finais dos torneios europeus

 

Da Redação

Após 120 minutos intensos e empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, o Chelsea derrotou o valente Eintracht Frankfurt nos pênaltis, por 4 a 3, e garantiu vaga na final da Liga Europa, nesta quinta-feira, em Londres. O seu rival na decisão, marcada para o dia 29 de maio, em Baku, no Azerbaijão, será o Arsenal, que superou o Valencia por 4 a 2, na Espanha, também nesta quinta, na outra partida de volta destas semifinais.

Com Chelsea e Arsenal na final da Liga Europa, a Inglaterra também comemora um outro feito histórico, pois será a primeira vez que quatro clubes do país estarão nas decisões dos dois principais interclubes da Europa em uma mesma temporada. Na Liga dos Campeões, Liverpool e Tottenham avançaram de maneira heroica à decisão, com vitórias épicas sobre Barcelona e Ajax, respectivamente. Antes disso, o recorde era de três países: Espanha (2014 e 2016), Itália (1990, 1995 e 1998) e  Alemanha (1980).

E em apenas uma ocasião a segunda competição de clubes mais importante do Velho Continente foi decidida por dois times ingleses. Isso ocorreu na primeira edição da Copa da Uefa (hoje chamada de Liga Europa), em 1972, quando o Tottenham ficou com o título ao superar o Wolverhampton em uma final definida em duas partidas. Após ganhar o duelo de ida da decisão por 2 a 1, o clube londrino ergueu a taça com um empate por 1 a 1 no confronto de volta.

EMOÇÃO ATÉ O FIM

O jogo desta quinta-feira em Londres foi extremamente disputado. Com grande presença de torcedores alemães em Londres, o Eintracht Frankfurt encarou o Chelsea de igual para igual durante os 120 minutos. A disputa intensa destacou as atuações dos goleiros Arrizabalaga e Trapp.

Logo aos três minutos, o sérvio Jovic subiu mais alto que David Luiz e cabeceou com perigo. O atacante seria um pesadelo para o zagueiro durante todo o tempo. O Chelsea contou mais uma vez com a habilidade de Hazard, que teve o apoio sempre eficaz de Willian. E quem definiu uma das belas jogadas foi o grandalhão Loftus-Cheek, aos 28 minutos de jogo, ao demonstrar tranquilidade para bater colocado.   

A desvantagem no placar não intimidou o Eintracht, que conseguiu um empate logo aos três minutos da segunda etapa, com Jovic, após linda tabela com Kostic. A partir daí, qualquer equipe poderia ter feito o segundo gol. Giroud perdeu pelo Chelsea, Gasinovic fez Arrizabalaga a defender de peito, enquanto Zappacosta acertou um belo chute, desviado por Trapp.

O placar de 1 a 1 nos 90 minutos regulamentares foi um retrato do equilíbrio vivido em campo. Os times foram para a prorrogação sob um clima espetacular, com as duas torcidas dando um show nas arquibancadas. O tempo extra começou eletrizante. Higuaín entrou no lugar de Giroud, o artilheiro do time não teve boa atuação. Hazard, com um preparo físico impressionante, buscava organizar todas as jogadas do Chelsea, mas as duas maiores chances surgiram para Eintracht Frankfurt.

Aos dez, Haller, sozinho, bateu de sola e David Luiz salvou em cima da linha de canela. Aos 15, outra vez Haller cabeceou e Zappacosta também tirou de cabeça, com Arrizabala batido.   E ainda havia tempo para emoção na segunda parte da prorrogação. Aos cinco minutos, Emerson teve a chance de marcar para o Chelsea, mas Trapp fez grande defesa. No rebote, Hinteregger travou o segundo chute de Emerson. Trapp fez grande defesa em mais um belo chute de Zappacosta. Aos 11, um novo lance incrível. Bola na área do Eintracht, Trapp defende, mas Azpilicueta tromba com o goleiro e a bola entra, mas o juiz anula, ao apontar falta do zagueiro do Chelsea.

A decisão foi para a disputa de pênaltis. E também trouxe emoções. Haller, Jovic, Guzman marcaram para o Eintracht, enquanto as cobranças de Hinteregger e Paciência foram defendidas por Arrizabalaga. Do lado do Chelsea, Barkley, Jorginho, David Luiz e Hazard fizeram os gols, e apenas Azpilicueta perdeu.

OUTRA VITÓRIA

Apesar da vantagem conquistada no primeiro jogo, em Londres, o Arsenal buscou determinar o ritmo de jogo desde o início. Com isso, incrivelmente, propiciou espaços para os contra-ataques do Valencia. Gonçalo Guedes e Rodrigo assustaram Cech. E o primeiro gol saiu aos 11 minutos, com Gameiro, em uma rápido contra-ataque.

Mas o estilo agressivo beneficiou os ingleses, que chegaram ao empate logo aos 16 minutos, com Aubameyang, que demonstrou oportunismo e poder de decisão. Os times se revezaram no ataque e as chances não paravam de surgir. O capitão Parejo bateu falta com perigo para os espanhóis, enquanto Lacazette pegou de primeira e mandou muito perto do gol de Neto.

O começo do segundo tempo foi mais emocionante. Quando Lacazette fez o segundo gol inglês, aos quatro minutos, parecia que a vaga estava garantida, pois os espanhóis teriam de fazer três gols. O primeiro veio meu sem querer, mais uma vez, com Gameiro, aos 12 minutos. A partir daí, o domínio passou para os espanhóis, que não conseguiam furar o bloqueio do rival. Garay mandou uma bomba de fora da área e quase virou o placar.

No ímpeto de tentar marcar, o Valência tomou o terceiro gol, aos 23 minutos. Niles fez grande jogada pela direita e cruzou para Aubameyang bater de primeira: 3 a 2. O Valencia sentiu o golpe, enquanto o Arsenal deixou a bola para o desmotivado adversário. Sem inspiração, o time espanhol pouco produziu, apenas chutes de longa distância, e ajudou os ingleses. Mas ainda dava tempo para mais um gol de Aubameyang, o terceiro dele e o mais bonito. Uma bomba após talentosa tabela dentro da área.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,chelsea-e-arsenal-avancam-e-vao-decidir-o-titulo-da-liga-europa,70002822656

Foto: David Klein/Reuters

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA