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CBF e Federação Baiana entregam primeira ambulância do Craques da Saúde
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Veículo foi doado para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, em Salvador, nesta terça-feira (30).
A CBF e a Federação Baiana de Futebol realizaram, nesta terça-feira (30), a primeira entrega de ambulância do projeto Craques da Saúde. O veículo foi doado para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, de Salvador, e a cerimônia de entrega da ambulância foi realizada em uma concessionária da FIAT na cidade.
A entrega da ambulância para a unidade de saúde contou com a presença de: Antônio Marcos Cavalcanti, Coordenador Geral da Secretaria de Saúde da Bahia, que representou o Secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas; Taise Galvão, Diretora de Competições da Federação Baiana de Futebol, que representou o Presidente Ricardo Lima; e Cristiana França, Diretora Geral do Hospital Ernesto Simões Filho, que recebeu a chave do veículo no pátio da concessionária.
“A ambulância é o veículo que a gente utiliza muito para transportar os pacientes. Um veículo desses doado pela CBF vem em muito boa hora para nós reforçarmos o transporte desses pacientes que estão necessitando. No combate contra a covid, cada ambulância conta. Juntos vamos salvar vidas”, declarou a Diretora Geral do hospital, Cristiana França.
O Craques da Saúde é um projeto da CBF em parceria com as federações que prevê a doação de 27 veículo do modelo FIAT FIORINO AMBULÂNCIA para unidades do Sistema Único de Saúde. As doações são destinadas para os hospitais que mais recuperaram pacientes de Covid-19 em cada estado do país. Durante o Brasileirão de 2020, foram realizadas entregas de chaves simbólicas para cada um desses hospitais antes dos jogos do campeonato.
A chave simbólica do Hospital Ernesto Simões Filho foi entregue antes do jogo entre Bahia e Internacional, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Nesta terça-feira, Antônio Marcos Cavalcanti, Coordenador Geral da Secretaria de Saúde da Bahia, valorizou a iniciativa do Craques da Saúde.
“Ações positivas, como esta realizada pela CBF e pela Federação Baiana de Futebol, endossam o comprometimento social tão necessário em momentos como o qual vivenciamos. A doação de um veiculo de emergência, uma ambulância, para atuação direta nas ações de combate à Covid-19, representa um significativo reforço para a sociedade”, destacou.
Assessoria CBF
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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