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Botafogo goleia o Bahia e se mantém na liderança isolada do Brasileirão

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Na tarde deste domingo (27), o Botafogo fez mais uma vítima no tapetinho do Estádio Nilton Santos e derrotou o Bahia por 3 a 0 na presença da sempre apaixonada torcida alvinegra, que lotou as arquibancadas e fez uma linda festa durante todo o jogo.

O centroavante Diego Costa mostrou suas credenciais e foi o autor de dois gols na partida, aos 3 minutos do primeiro tempo e aos 5 da etapa final. Já o terceiro gol teve a assinatura da #BaseForte, com uma linda jogada de Hugo para a conclusão fria de Luis Henrique.

Com o resultado positivo, a equipe de Bruno Lage chegou aos 51 pontos e lidera com folga o Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira (30), o Alvinegro tem o jogo de volta das quartas da Conmebol Sul-americana contra o Defensa y Justicia, na Argentina. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso é o cássico diante o Flamengo no sábado (20), às 21h, no Estádio Nilton Santos.

FICHA DO JOGO 

BOTAFOGO 3 x 0 BAHIA 

Data/Horário: 27/08/2023 (Domingo), às 16h
Local: Estádio Nilton Santos

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)
Quarto árbitro: Tarcizo Pinheiro Caetano (RJ)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
AVAR: Fabrício Porfirio de Moura (SP)

Amarelos:  Diego Costa e Janderson (BOTAFOGO); Cauly, Yago Felipe e Vinicius Mingotti (Bahia)
Vermelhos: –

Gols:  Diego Costa aos 3’/1ºT e aos 5’/2ºT (BOTAFOGO) e Luis Henrique aos 30’/2ºT;

BOTAFOGO: Lucas Perri; JP (Mateo Ponte), Adryelson, Victor Cuesta e Hugo; Marlon Freitas, Gabriel Pires (Danilo Barbosa) e Eduardo; Victor Sá (Luis Henrique), Matias Segovia (Diego Hernández) e Diego Costa (Janderson). Técnico: Bruno Lage.

BAHIA: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Camilo Cándido; Rezende, Thaciano (Yago Felipe) e Cauly (Léo Cittadini); Ademir (Everaldo), Vinicius Mingotti (Vitor Jacaré) e Rafael Ratão (Biel). Técnico: Renato Paiva.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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