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Botafogo é eliminado da Copa Sul-Americana pelo Defensa y Justicia

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No jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana, o Botafogo foi eliminado pelo Defensa y Justicia, da Argentina. A partida, disputada no estádio Florêncio Sola, terminou com a vitória do time argentino pelo placar de 2×1.

O Botafogo, que havia empatado o jogo de ida por 1×1, entrou em campo mas não conseguiu segurar o ímpeto do Defensa y Justicia. Desde o início, o time argentino pressionou e encontrou espaços na defesa alvinegra.

Aos 14 minutos do primeiro tempo, o Defensa y Justicia abriu o placar. Após uma jogada bem trabalhada, o atacante argentino finalizou com precisão e colocou a equipe da casa em vantagem. O Botafogo chegou ao empate no final do primeiro tempo, com o auxílio do VAR.

No segundo tempo, o Defensa y Justicia ampliou a vantagem. Em um contra-ataque rápido, o time argentino aproveitou uma desatenção da defesa botafoguense e marcou o segundo gol da partida.

O Botafogo pressionou nos minutos finais, mas esbarrou na boa atuação da defesa adversária.

Com esse resultado, o Botafogo se despede da Copa Sul-Americana, enquanto o Defensa y Justicia avança para a semifinal da competição. A equipe argentina terá pela frente um novo desafio, em busca do tão sonhado título continental.

A eliminação do Botafogo representa um duro golpe para o clube e seus torcedores, que esperavam avançar na competição. Agora, o foco da equipe carioca se volta para o Campeonato Brasileiro.

Apesar da eliminação, é importante destacar o esforço e a dedicação dos jogadores do Botafogo, que lutaram até o final em busca da classificação. A equipe deixou tudo em campo, mas não conseguiu superar o time argentino.

FICHA TÉCNICA
Defensa y Justicia 2 x 1 Botafogo

Data: 30/08/2023 (quarta-feira)
Horário: 19h (de Brasília)
Competição: Jogo de volta das quartas de final da Sul-Americana
Local: Estádio Florencio Sola, em Banfield, na Argentina.
Árbitro: Jhon Ospina (COL)
Assistentes: Dionísio Ruíz (COL) e Sebastián Vela (COL)
VAR: Jhon Perdomo (COL)
Cartões amarelos: Diego Costa (BOT)
Cartões vermelhos: –
Gols: Fernández (14’/1°T), Bologna (contra, 48’/1°T), Nico Fernández (26’/2°T)

Defensa y Justicia: Bologna; Sant’Anna, Malatini, Cardona e Soto; Gutiérrez (Solari e depois Caceres), Barbona (Ramos) e López; Tripichio, Togni (Alanis) e Fernández (Lucas Pratto). Técnico: Julio Vaccari

Botafogo: Gatito Fernández; Di Plácido (Ponte), Philipe Sampaio, Victor Cuesta e Marçal; Danilo Barbosa (Segovia), Marlon Feitas (Gabriel Pires) e Tchê Tchê; Lucas Fernandes (Janderson), Luis Henrique (Carlos Alberto) e Diego Costa. Técnico: Bruno Lage

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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