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Botafogo cede empate ao Coritiba no final do jogo e fica três pontos atrás do Palmeiras

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O Botafogo desperdiçou mais uma oportunidade de se aproximar da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro ao empatar por 1 a 1 com o Coritiba no estádio Couto Pereira.

Apesar do empate, o time alvinegro chegou a 63 pontos e reassumiu a vice-liderança, ficando à frente do Atlético-MG e do Flamengo nos critérios de desempate. No entanto, a equipe carioca amarga o nono jogo consecutivo sem vitória, acumulando cinco empates e quatro derrotas.

O primeiro tempo foi acirrado, com jogadas fortes, resultando em uma expulsão para cada time. O Botafogo teve Eduardo expulso primeiro, enquanto o Coritiba perdeu Jamerson pouco antes do intervalo.

No segundo tempo, os gols só saíram nos acréscimos, com Tiquinho Soares marcando de pênalti para o Botafogo e Edu empatando em seguida para o Coritiba.

Na próxima rodada, o Botafogo recebe o Cruzeiro no estádio Nilton Santos às 18h30 (horário de Brasília) deste domingo (3), enquanto o Coritiba visita o Bragantino em Bragança Paulista no mesmo dia e horário.

O Botafogo começou pressionando e teve uma boa chance aos seis minutos, com Eduardo cobrando falta defendida por Pedro Morisco.

O Coritiba também buscava o ataque e quase marcou em um escanteio que Tiquinho Soares salvou perto da linha.

A situação se complicou para o Botafogo aos 31 minutos, quando Eduardo foi expulso por uma entrada em Andrey. O árbitro inicialmente mostrou o cartão amarelo para o meia alvinegro, mas mudou sua decisão após revisão do VAR.

Mesmo com um jogador a menos, o Botafogo continuou pressionando, mas o Coritiba também teve suas chances, com Diogo Oliveira cabeceando por cima e Marcelino Moreno errando o alvo.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Coritiba também teve um jogador expulso, quando Jamerson fez uma falta dura em Junior Santos e recebeu o cartão vermelho direto.

No segundo tempo, o Botafogo voltou em busca do gol, mas encontrou dificuldades para criar boas oportunidades.

O Coritiba tentava aproveitar os espaços, porém sem sucesso.

Os cariocas assustaram em duas ocasiões, com Marlon Freitas mandando a bola por cima do travessão e Cuesta chutando dentro da área, mas a bola desviou na defesa.

Nos minutos finais, o Botafogo foi para cima em busca do gol e quase marcou com Cuesta, mas Kuscevic salvou em cima da linha.

No entanto, aos 51 minutos, Carlos Alberto foi derrubado na área, resultando em um pênalti que Tiquinho Soares converteu com categoria. No entanto, o Coritiba não desistiu e empatou aos 54 minutos com Edu, decretando o empate no estádio Couto Pereira.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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