Esporte
Bahia vence reservas do Fluminense antes da final da Libertadores
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O Bahia teve uma boa oportunidade nesta terça-feira (31) ao enfrentar um Fluminense reserva e com a cabeça na Libertadores.
O jogo aconteceu na Arena Fonte Nova pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor Baiano venceu por 1 a 0, com um gol de Everaldo, obtendo três pontos importantes. Com essa vitória, o Bahia se afastou da zona de rebaixamento e complicou as situações de Santos, Goiás e Vasco.
Com esse resultado, o Bahia agora está na 13ª posição com 37 pontos. O Esquadrão de Aço está cinco pontos à frente do Goiás, que é atualmente o 17º colocado no Brasileirão e está na zona de rebaixamento.
O Fluminense, que está focado na final da Libertadores contra o Boca Juniors, continua na 8ª posição com 45 pontos. A final sul-americana acontecerá neste sábado (4 de novembro) no Maracanã.
Na briga contra o rebaixamento, o Vasco ocupa a 18ª posição com 31 pontos, e o Goiás está em 17º com 32 pontos. Ambas as equipes jogarão na quinta-feira, contra Cuiabá e Bragantino, respectivamente.
O primeiro time fora da zona de rebaixamento é o Santos, que tem 34 pontos e enfrentará o Flamengo amanhã.
Sobre o jogo em si, o Fluminense entrou em campo com um time reserva e sem o treinador Fernando Diniz, que estava suspenso. Eduardo Barros comandou a equipe carioca, promovendo a estreia do goleiro Vitor Eudes no lugar de Fábio, bem como a entrada de outros jovens jogadores ao longo da partida.
O primeiro tempo começou com poucas emoções, mas foi ganhando ritmo aos poucos. Ambas as equipes começaram de forma mais defensiva, apesar da importância da vitória para ambos os lados – especialmente para o Bahia, que está lutando contra o rebaixamento.
No final do primeiro tempo, o Fluminense ganhou mais espaço e assustou o adversário, mas foi o Bahia quem abriu o placar aos 40 minutos, com um gol de Everaldo.
O Fluminense voltou melhor no segundo tempo, mas teve dificuldades em ser eficiente. Logo no início, o Fluminense pressionou em busca do empate, enquanto o Bahia apostou nos contra-ataques.
No entanto, nenhum dos times conseguiu causar perigo real nas finalizações. Quando o jogo parecia diminuir a intensidade no final, Fernández foi derrubado por Yago Felipe e houve um pequeno desentendimento entre os jogadores, mas nada grave.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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