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Bahia vence o Coritiba de virada na estreia de Rogério Ceni

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O Bahia venceu o Coritiba por 4 a 2, de virada, na noite desta quarta-feira (14), pela 23ª rodada do Brasileirão, em partida que marcou a estreia do técnico Rogério Ceni. O duelo foi disputado no Couto Pereira, em Curitiba.

Rafael Ratão, Thaciano, Ademir e Biel marcaram os gols do Bahia na partida. Gómez e Andrey balançaram as redes pelo lado do Coritiba.

O jogo ficou marcado por três estreias. Pelo lado do Bahia, Rogério Ceni fez seu primeiro jogo como treinador do clube. No Coxa, Slimani e Samaris jogaram pela primeira vez.

Com o resultado, o Bahia chegou aos 25 pontos e assumiu a 15ª colocação na tabela, abrindo quatro de vantagem para o Santos, primeiro time dentro do Z4 e que perdeu para o Cruzeiro. O Coritiba, por sua vez, segue com 14 e é o lanterna.

O Bahia volta a campo na próxima segunda-feira (18), quando enfrenta justamente o Santos, na Fonte Nova, às 20h (de Brasília). Na quarta-feira (21), o Coritiba visita o Vasco, às 19h. Ambos os jogos são válidos pela 24ª rodada do Brasileirão.

O jogo começou movimentado no Alto da Glória, com o Coritiba abrindo o placar logo aos dois minutos de jogo com um gol de Gómez. No entanto, aos 11′, Rafael Ratão empatou para o Bahia aproveitando um rebote de chute de Raul Gustavo que parou na trave.

O Bahia passou a usar os rebotes como arma na partida, marcando dois gols seguidos aos 30 e 35 minutos com Thaciano e Ademir, respectivamente, em lances de sobras na área.

Na segunda etapa, o Bahia optou por se fechar e dificultar a vida do Coritiba, que não conseguiu reagir. O golpe decisivo do confronto aconteceu aos 29 minutos, quando Biel marcou aproveitando um erro crucial do goleiro Luan Polli, que cortou mal uma bola ao sair do gol com os pés.

No último lance da partida, o estreante Slimani serviu Andrey na direita da área e o volante diminuiu o prejuízo para o Coritiba.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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