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Bahia goleia o Red Bull Bragantino na Fonte Nova pelo Brasileiro

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Um jogo maiúsculo, com placar maiúsculo. Merecimento é a palavra que melhor define a conquista dos três pontos neste domingo (20), em partida contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Goleada por 4×0 com gols de Rezende, Vitor Hugo, Vinicius Mingotti e Cauly.

O Bahia aproveitou bem o embalo da torcida, que voltou a dar show na Fonte Nova. Pressionando no campo do adversário, Vinicius Mingotti puxou boa jogada, que acabou com escanteio após finalização de Rafael Ratão. Na cobrança, Cauly jogou a bola na área e, após um bate-rebate, Rezende colocou a bola no fundo do gol. Com perna direita e tudo. O terceiro do camisa 5 na temporada – primeiro no Brasileirão. 1×0 Bahia.

Ainda no primeiro tempo, o Esquadrão teve ótimas oportunidades criadas por Cauly e Ademir. O primeiro deu um lindo passe de três dedos para Thaciano, que chutou pra fora. O polivalente também ficou no quase após arrancada espetacular de Ademir, que arrastou desde o campo de defesa e cruzou rasteiro. A defesa conseguiu cortar o chute do camisa 16.

Mas o Red Bull Bragantino não conseguiu fazer nada aos 38 minutos do primeiro tempo, de novo na bola parada. Cruzamento de Cauly da direita e cabeceio potente de Vitor Hugo para ampliar o placar.

Foi o primeiro gol do camisa 31 pelo Esquadrão. E justamente no dia em que vestiu a camisa com o nome de sua mãe, dona Márcia, por conta de uma ação em homenagem ao Dia das Gestantes que o Bahia realizou em parceria com a CBF e o Ministério Público do Trabalho. Dona Márcia faleceu em abril, aos 51 anos, vítima de um câncer. Com certeza, um gol que ela comemora lá do céu, orgulhosa do filhão!

Ainda no primeiro tempo, o Bahia chegou ao terceiro gol. Mingotti aproveitou lançamento de Gilberto e partiu sozinho até balançar as redes, mas a arbitragem anulou alegando impedimento. Só que no segundo tempo só subiram as bandeiras das arquibancadas da Fonte quando Mingotti escorou para o gol uma bela jogada de Ademir pela direita, fazendo 3×0.

O Bahia ainda colocou uma bola na trave com Thaciano, que encheu o pé dentro da área e parou no poste. E já aos 39 minutos da primeira etapa, um gol merecido por tudo que aconteceu na partida: Gilberto, que fez um jogaço, cruzou da direita e Cauly, que, bem… é Cauly. Ficou com a sobra e colocou o quarto gol na rede. E placar final. BBMP.

Ficha Técnica

Bahia 4×0 Red Bull Bragantino | Campeonato Brasileiro | 20ª rodada

Estádio: Fonte Nova | Salvador, Bahia

Dia: Domingo, 20 de Agosto de 2023

Bahia: Marcos Felipe, Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Camilo Cándido (Matheus Bahia); Rezende (Acevedo), Thaciano e Cauly; Ademir (Everaldo), Rafael Ratão (Yago) e Vinicius Mingotti (Jacaré). Técnico: Renato Paiva.

Red Bull Bragantino: Cleiton, Aderlan (José Hurtado), Luan Patrick , Leo Ortiz (Lucas Rafael) Luan Candido; Matheus Fernandes, Jadsom (Matheus Gonçalves); Sorriso, Gustavinho e Bruno Gonçalves (Vitinho); Thiago Borbas (Alerrandro). Técnico: Pedro Caixinha

Gols: Rezende, aos 9 minutos do primeiro tempo; Vitor Hugo, aos 38 minutos do primeiro tempo; Vinicius Mingotti, aos 15 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Kanu (Bahia); Aderlan, Luan Patrick, Jadsom, Hurtado (Red Bull Bragantino)

Público: 38.451 | Renda:  R$1.127.430,00

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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