Esporte
Atlético vence o Santos no primeiro jogo da Arena MRV
Esporte
A estreia que a massa esperava. Com dois gols de Paulinho, um em cada tempo, o Galo venceu o Santos por 2 a 0, neste domingo (27), no primeiro jogo oficial da Arena MRV, partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O cenário ideal para o primeiro triunfo no estádio. Festa da torcida e os três pontos conquistados.

Homenagem
Antes do jogo, onze jornalistas que se destacaram durantes anos na cobertura do Atlético como setoristas do Clube, foram homenageados pelo Galo. O Presidente Sérgio Coelho entregou a eles um diploma e uma camisa oficial.
Roberto Abras, Afonso Alberto ,Ronan Ramos ,Assad de Almeida, Arnaldo Viana ,Sérgio Carvalho, Roberto Nery, Agostinho dos Santos ,Clésio Giovanni ,Silvio Scalioni ,Silas Scalioni
Jogo
Não demorou muito para o Galo criar a primeira chance. Aos 30 segundos, Hulk tabelou e quase fez. O Atlético impôs o seu ritmo marcando a saída de bola do Santos. Pedrinho, esperto, roubou a bola na entrada da área, tocou para Paulinho que chutou forte. Hulk pegou o rebote do goleiro, mas a bola explodiu na zaga.
Só que aos 11 minutos, o camisa 10 do Galo foi certeiro. Paulinho recebeu lindo passe de calcanhar de Hulk e bateu no canto para fazer oPRIMEIRO GOL DA ARENA MRV.
Hulk também foi servido com um passe de calcanhar. Pavon ajeitou bonito, mas o chute do super-herói saiu.
Com 30 minutos da primeira etapa, a equipe santista ameaçou duas vezes com o atacante Marcos Leonardo. A última chance do primeiro tempo foi do Galo, quando Arana bateu forte de fora da área e o goleiro João Paulo espalmou.
2ºT
Na volta para o segundo tempo, Felipão promoveu a entrada de Alan Franco na vaga de Otávio.
A dupla Hulk e Paulinho funcionou novamente. O camisa 7 bateu a falta pela direita e Paulinho, de cabeça, fez o segundo dele e o do Galo no jogo. O 18º do atacante na temporada.
Aos 30 minutos, Scolari mexeu mais uma vez. Saravia no lugar de Mariano.
Hulk queria o seu gol e por pouco não fez. Aos 33 ele acertou uma bomba na trave direita de João Paulo.
Antes do fim do jogo, mais três alterações no Galo. Primeiro, Pedrinho deixou o campo aplaudido pelo torcedor e deu lugar a Igor Gomes. Nos minutos finais entraram Alan Kardec e Rubens, para as saídas de Paulinho e Hulk.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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