Esporte
Atleta beneficiado com bolsa do Projeto Olimpus compete em evento da Confederação Brasileira de Atletismo
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Provas realizadas na sexta-feira (09.04) e no domingo (11.04) podem garantir participação no Campeonato Mundial de Revezamentos
Nesta sexta-feira (09.04) e no domingo (11.04), o atleta da cidade de Sorriso (398 km de Cuiabá), Arielton Costa dos Santos, compete no Open de Velocidade realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O esportista é um dos beneficiados com bolsa-atleta no projeto Olimpus, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Disputada na pista do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), em Bragança Paulista (SP), a competição dá a oportunidade para que os atletas alcancem boas colocações no ranking brasileiro dos 100m e dos 400m, visando o Campeonato Mundial de Revezamentos, que será disputado nos dias 1 e 2 de maio, na Silesia, na Polônia.
Arielton foi selecionado para o Open Velocidade por estar entre os 25 primeiros colocados do ranking brasileiro nas provas de 100m e 400m masculino e feminino nos últimos dois anos.
“Esta é a primeira competição do ano e estamos muito felizes pela participação do nosso atleta entre os mais rápidos do país. O atletismo de Sorriso se manteve em atividade durante a pandemia, seguindo todos os protocolos de biossegurança, e por isso, nossos atletas de alto rendimento estão preparados para participar das competições nacionais”, expõe o treinador Marcos Flademir Vieira.
Para Arielton, o auxílio financeiro mensal proporcionado pelo bolsa-atleta é fundamental para a continuação dos treinos e para se manter na carreira de esportista.
“Esse recurso é muito bem-vindo, a gente que está entrando na categoria profissional é mais difícil e tem mais gastos. Mas com essa força da bolsa-atleta fica mais fácil pra se manter, continuar treinando e comprar equipamentos. Além disso, sem esse auxílio possivelmente precisaria parar os treinos para trabalhar e ajudar em casa”, enfatiza.
O esportista, que em 2020 conquistou a medalha de prata nos 200m no Campeonato Brasileiro Sub-23 de Atletismo e foi medalhista no Campeonato Panamericano no revezamento 4x100m, espera obter neste fim de semana as marcas para prosseguir ainda mais em seus sonhos.
“Apesar das restrições por causa da pandemia, consegui uma boa preparação graças ao trabalho do treinador Marquinhos. Conseguimos manter os treinos, está tudo se encaixando, minha meta agora é seguir em frente e, como sonha todo atleta, conseguir índice para participar de uma olimpíada”, finaliza Arielton.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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