Esporte
Athletico-PR goleia o Flamengo pela 23ª rodada do Brasileirão
Esporte
O Athletico-PR dominou o Flamengo e venceu por 3 a 0 no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES), pela 23ª rodada do Brasileirão. A derrota coloca pressão sobre o Rubro-Negro antes da final da Copa do Brasil.
Os gols da partida foram marcados por Cacá, Alex Santana e Vitor Bueno, aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 39 e 52 minutos do segundo tempo, respectivamente.
Gabigol foi expulso no segundo tempo, quando o placar ainda estava 1 a 0. O camisa 10, que retornou ao time titular após ser reserva contra o Botafogo, recebeu cartão vermelho por acertar o pescoço de Cuello com o braço.
Com essa vitória, o Athletico subiu na tabela, entrou no G6 e ficou apenas dois pontos atrás do Flamengo, que está em quarto lugar.
Essa foi a última partida do Flamengo antes do primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o São Paulo, que acontecerá no domingo (17) no Maracanã. Pelo Brasileirão, o Flamengo enfrentará o Goiás na próxima quarta-feira (20), fora de casa, enquanto o Athletico receberá o Internacional na quinta-feira (21).
O técnico Jorge Sampaoli fez mudanças na equipe e promoveu o retorno da dupla Gabigol e Pedro no ataque. Sem poder contar com o lesionado Arrascaeta e os suspensos Bruno Henrique e Ayrton Lucas, o treinador argentino improvisou Thiago Maia na lateral e deixou David Luiz como volante.
O Flamengo começou com alta intensidade, pressionando o adversário. Os comandados de Sampaoli controlavam o jogo, trocando passes no campo de ataque, e tiveram chances de marcar cedo.
No entanto, o Athletico resistiu à pressão inicial, equilibrou o jogo e ameaçou antes de marcar. O time visitante subiu as linhas, fechou os espaços e pressionou a saída de bola, aproveitando os erros defensivos do Flamengo.
A estratégia de Sampaoli não funcionou ao longo do primeiro tempo. Com o esquema tático sem eficácia, os jogadores se desorganizaram em campo e tiveram dificuldade em levar a bola ao ataque.
O técnico do Flamengo fez substituições no segundo tempo, mas as mudanças não surtiram efeito. Allan, que entrou no intervalo, machucou o tornozelo esquerdo e precisou ser substituído na metade do segundo tempo.
O Flamengo ficou com um jogador a menos no final do jogo e sofreu mais dois gols. A expulsão de Gabigol frustrou as tentativas da equipe de reagir e evitar chegar à final da Copa do Brasil após uma derrota.
Aos 27 minutos, Vitor Bueno arriscou um chute de longe após cobrança curta de escanteio. A bola desviou em Pedro no meio do caminho e Cunha defendeu com o pé, mas deu rebote que Cacá aproveitou para marcar.
Quase o empate: Aos 45 minutos, Gabigol cobrou um escanteio e Léo Pereira desviou no primeiro poste. A bola passou por cima de Leo Linck, mas Madson tirou em cima da linha.
Cunha salva novamente. Aos 30 minutos do segundo tempo, Esquivel partiu em um contra-ataque pela esquerda e cruzou para a área. Pablo apareceu livre da marcação e cabeceou, mas o goleiro do Flamengo conseguiu defender no reflexo e evitar o segundo gol do Athletico.
Pedro leva perigo. O Flamengo respondeu logo em seguida, aos 31 minutos. Léo Pereira lançou Pedro, que dominou de costas para o gol e tabelou com Gerson. O atacante bateu colocado de fora da área e o goleiro do Athletico fez uma defesa impressionante com apenas uma mão.
2 a 0. Aos 39 minutos, Léo Pereira cometeu um erro e entregou a bola para Alex Santana, que chutou de primeira e mandou no canto de Cunha.
Pênalti e 3 a 0. Aos 48 minutos, Pablo foi lançado na área e chutou em cima de Cunha. Rômulo pegou o rebote, driblou dois jogadores do Flamengo e foi derrubado. Vitor Bueno cobrou o pênalti, chutou no canto esquerdo e marcou o terceiro gol.
FICHA TÉCNICA
Flamengo 0 x 3 Athletico-PR
Competição: 23ª rodada do Brasileirão
Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES)
Data e hora: 13 de setembro de 2023, às 21h30
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein
Assistentes: Mauricio Coelho Silva e Maira Mastella Moreira
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira
Amarelos: Wesley, Everton Ribeiro
Vermelho: Não houve
Gols: Cacá, aos 27’/1ºT, Alex Santana, aos 39’/2ºT, e Vitor Bueno, aos 52’/2ºT
Flamengo: Matheus Cunha; Fabrício Bruno, David Luiz (Allan [Igor Jesus]) e Léo Pereira; Wesley, Thiago Maia, Gerson, Victor Hugo (Everton Ribeiro) e Cebolinha; Gabigol e Pedro.
Athletico-PR: Leo Linck; Madson (Bruno Peres), Cacá, Thiago Heleno e Lucas Esquivel; Erick, Hugo Moura e Bruno Zapelli (Willian Bigode); Vitor Bueno, Pablo e Cuello (Tômulo). O técnico é Wesley Carvalho.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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