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Athletico-PR enfrenta o Flamengo neste sábado

O Rubro-Negro paranaense, zerado, tenta deixar a lanterna da competição nacional

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Foto: Alexandre Vidal

O duelo entre Athletico-PR e Flamengo, neste sábado (23), às 16h30 (horário de Brasília), pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, opõe extremos da tabela. O Rubro-Negro paranaense, zerado, tenta deixar a lanterna da competição nacional. O carioca, com cinco pontos (em três partidas), pode acabar o dia na liderança provisória. O confronto na Arena da Baixada, em Curitiba, terá transmissão ao vivo da Rádio Nacional.

Pensando no jogo deste domingo, o técnico Fábio Carille poupou oito titulares da viagem para o jogo da última quarta-feira (20), contra o Tocantinópolis, pela terceira fase da Copa do Brasil (o Athletico goleou por 5 a 2 no estádio Ribeirão, em Tocantins). O volante Hugo Moura será desfalque no Furacão, pois está emprestado ao clube pelo próprio Flamengo. Outra provável ausência será o meia Erick, contundido.

A provável escalação athleticana terá: Bento; Luis Orejuela, Matheus Felipe, Pedro Henrique e Abner; Pablo Siles (Léo Cittadini), Bryan García e David Terans; Agustín Canobbio, Vitinho e Marcelo Cirino (Pablo). Caso se confirme, será quase o mesmo time que perdeu do Atlético-MG por 1 a 0, há uma semana, em Curitiba, pela segunda rodada. A diferença seria a presença de Siles na vaga de Hugo Moura.

No Flamengo, o técnico Paulo Sousa ainda não poderá contar com Bruno Henrique. Com dores no joelho, o atacante titular será desfalque pelo terceiro jogo seguido. Os zagueiros Gustavo Henrique, Fabrício Bruno e Rodrigo Caio, os laterais Matheuzinho e Ayrton Lucas e os atacantes Matheus França e Vitinho também se recuperam de lesão.

Assim, o português deve mandar o Rubro-Negro carioca a campo com: Santos (Hugo); Willian Arão, David Luiz e Filipe Luís; Mauricio Isla (Rodinei), João Gomes, Thiago Maia e Lázaro; Everton Ribeiro, Giorgian de Arrascaeta e Gabriel Barbosa. A provável formação é a mesma que empatou sem gols com o Palmeiras na quarta-feira, no Maracanã, no Rio de Janeiro, em jogo antecipado da quarta rodada do Brasileiro.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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