Esporte
Athletico-PR e Atlético-MG empatam na Arena da Baixada pelo Brasileirão
Esporte
Na abertura da 22ª rodada do Brasileirão, Athletico-PR e Atlético-MG empataram por 1 a 1 no último sábado. O jogo marcou o reencontro do técnico Felipão com a Arena da Baixada desde que trocou o Furacão pelo Galo em junho deste ano.
Paulinho marcou para a equipe mineira e Vitor Roque empatou. Com o empate, ambas equipes não conseguiram se aproximar do G6. O Athletico-PR é o sétimo colocado com 34 pontos, enquanto o Atlético-MG é o nono com 31.
Mesmo jogando fora de casa, o Atlético-MG foi superior no primeiro tempo. Com um jogo ofensivo, o Galo teve chances com Pavón arriscando de fora da área, mas Léo Linck fez uma ótima defesa. A pressão continuou e, aos 10 minutos, Paulinho cabeceou para abrir o placar.
Os visitantes ainda tiveram a oportunidade de ampliar no contra-ataque, mas o goleiro do Furacão fez outra grande defesa. No final do primeiro tempo, os donos da casa ameaçaram com Thiago Heleno e Vitor Roque, mas não tiveram sorte.
No segundo tempo, o técnico Wesley Carvalho fez substituições e o Athletico-PR partiu para o ataque. O goleiro Everson teve que fazer duas defesas para evitar o empate, primeiro em um chute de Bruno Zapelli dentro da área e depois em uma cobrança de falta de Vitor Bueno.
Depois disso, o Galo equilibrou a partida e teve chances com Pavón e Edenílson. No entanto, aos 32 minutos, Vitor Roque recebeu um passe em profundidade, chutou para a defesa de Everson, mas aproveitou o rebote e marcou.
A partida caminhava para uma pressão do Furacão no final para tentar a virada, mas Fernandinho cometeu falta em Saravia no meio-campo e foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Com isso, o Atlético-MG partiu para o ataque em busca da vitória fora de casa.
FICHA TÉCNICA
ATHLETICO-PR 1 X 1 ATLÉTICO-MG
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 2 de setembro de 2023 (sábado)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Gols: Paulinho, aos 6? 1T (Atlético-MG), e Vitor Roque, aos 32? do 2ºT (Athletico-PR)
Cartões amarelos: Fernandinho, Vitor Roque (Athletico-PR)
Cartões vermelhos: Fernandinho, aos 36? do 2ºT (Athletico-PR)
ATHLETICO-PR: Léo Linck; Madson, Cacá, Thiago Heleno e Esquível; Fernandinho, Erick (Alex Santana) e Arturo Vidal (Zapelli); Vitor Bueno (Pablo), Rômulo (Cuello) e Vitor Roque.Técnico: Wesley Carvalho.
ATLÉTICO-MG: Everson; Mariano, Bruno Fuchs, Jemerson e Guilherme Arana; Otávio, Edenílson e Pedrinho; Cristian Pavón, Paulinho e Hulk. Técnico: Felipão.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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