REGIÕES SUL E SUDESTE

Alto Araguaia e Primavera do Leste sediam últimas etapas regionais de competições escolares mato-grossenses

Municípios sediam disputas dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis; aberturas ocorrem simultaneamente nesta quinta-feira (08.06), às 19h30

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Foto por: Cida Rodrigues

Os municípios de Alto Araguaia e Primavera do Leste sediam as duas últimas etapas regionais da edição 2023 dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses. De 08 a 13 de junho, estudantes de 12 a 17 anos das regiões esportivas Sul e Sudeste jogam em busca das vagas nas fases estaduais das competições escolares promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

As aberturas oficiais das duas competições regionais ocorrem simultaneamente, nesta quinta-feira (08.06), às 19h30. Em Alto Araguaia, a solenidade acontece na quadra Antônio Farias da Costa ‘Boiadeiro’.  Em Primavera do Leste, o evento será realizado no ginásio municipal de Esportes ‘Pianão’.

Sediadas em Alto Araguaia, as competições na região esportiva Sul contam com 37 equipes nos Jogos Escolares, e outras 41 nos Jogos Estudantis, totalizando cerca de um mil participantes. Nessa disputa regional, participam as delegações de Alto Araguaia, Alto Garças, Barão de Melgaço, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Pedra Preta, Rondonópolis e Santo Antônio do Leverger.

Em Primavera do Leste, que sedia as competições da região esportiva Sudeste, o evento envolve 30 equipes nos Jogos Escolares e mais 36 seleções municipais nos Jogos Estudantis. Por lá, serão cerca de 900 participantes representando os municípios de Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Guiratinga, Paranatinga, Poxoréu, Primavera do Leste, Tesouro e São José do Povo.

De acordo com o superintendente de Desporto Escolar da Secel, Marcelo Cruz, as competições escolares mato-grossenses estão tendo um aumento de participantes, a cada ano, em todas as regiões esportivas.

“Chegamos às últimas etapas regionais da edição 2023 alcançando um aumento histórico de participantes, isso mostra que o desporto escolar está cada vez mais fortalecido em todas as regiões do Estado. Teremos ótimas equipes disputando as fases estaduais, que acontecem em julho, e, com certeza, Mato Grosso chegará bem representado nos Jogos Brasileiros”, comenta Marcelo.

Jogos Escolares e Jogos Estudantis

Os Jogos Escolares são disputados por equipes de escolas públicas e particulares, com estudantes de 12 a 14 anos. Já os Jogos Estudantis abrangem seleções municipais compostas por estudantes de 15 a 17 anos. Ambas as competições contam com equipes masculinas e femininas nas modalidades coletivas de basquete, futsal, handebol e vôlei.

Após a realização das dez fases regionais envolvendo todas as regiões de Mato Grosso, as equipes e seleções campeãs regionais se preparam para disputar os títulos estaduais de suas respectivas competições. No mês julho, ocorrem as etapas estaduais das modalidades coletivas e também das modalidades individuais, que incluem atletismo, karatê, judô, ginástica rítmica e natação.  Ver calendário completo AQUI.

SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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