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Ágatha e Duda, do Time Nissan, conquistam o sexto ouro no Circuito Brasileiro e se tornam as campeãs da temporada

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RIO DE JANEIRO – Um despercebido pode achar que é notícia antiga, mas não é: as representantes do Time Nissan no vôlei de praia, Ágatha Bednarczuk e Duda Lisboa, subiram mais uma vez ao lugar mais alto do pódio, neste fim de semana, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, nas areias de Saquarema, Rio de Janeiro. Esta é nada menos que a sexta medalha de ouro, a quinta consecutiva, das atletas em oito etapas da temporada. E nas outras duas que não venceram, elas também saíram da competição com medalhas.

Com este domínio, Ágatha e Duda também conquistaram o título de campeãs da Temporada 20/21 do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia. Para chegar a esta conquista, as atletas do Time Nissan venceram na final da 8ª etapa a dupla Bárbara Seixas e Carol Solberg por 2 sets a 1. Este resultado confirma que as duas atletas estão focadas e bem preparadas para enfrentar os desafios programados para este ano.

Time Nissan
O Time Nissan foi criado em 2012 pela empresa para colaborar com a formação de atletas brasileiros. O grupo mescla atletas em diferentes momentos de carreira, de nomes já consagrados a jovens promessas, sendo que todos eles compartilham com a Nissan valores e atitudes como atrevimento, busca pela melhoria constante, respeito ao próximo, superação e pensamento de vencedor.

Em 2017, o projeto teve uma evolução: o Time Nissan 2.0. Ele é formado por 11 atletas de nove modalidades esportivas e pelo mentor Clodoaldo Silva, lenda do esporte com 14 medalhas em Jogos Paralímpicos. A Nissan entende que os integrantes do projeto têm a estrutura e o acompanhamento de técnicos e especialistas para o treinamento, então, a empresa visa apoiar o crescimento profissional do lado de fora da área de competição e também a evolução pessoal de cada um.

Este grupo reafirma um dos principais pilares da empresa, que é a diversidade. A equipe se divide em seis atletas olímpicos e seis paralímpicos – incluindo o mentor –sendo seis homens e seis mulheres. O equilíbrio entre atletas com e sem deficiência reforça também o foco da Nissan em garantir mobilidade para todos.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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