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Arena Pantanal recebe primeiros jogos em 2020

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Da Redação

Neste sábado (25.01), a partir das 16h, tem clássico na Arena Pantanal. Mixto e Cuiabá se enfrentam na segunda rodada do Campeonato Mato-Grossense 2020. Mas antes que a bola role, a equipe da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) trabalha intensamente para entregar uma Arena bem cuidada.

Desde o dia 6 de janeiro, manhã seguinte ao termino das atividades de Natal da Arena Encantada, a equipe técnica da Secel-MT tem concentrado esforços para conservar o padrão de qualidade do gramado da Arena Pantanal, que começa a receber os jogos do campeonato estadual.  

“Nosso maior empenho agora é manter a integridade do campo de futebol para a Temporada 2020. A área de jogo está muito bem cuidada e preservada. Mesmo com a chuva forte de quarta-feira (22), podemos conferir um pouco da qualidade do gramado no primeiro jogo realizado na Arena Pantanal este ano”, diz Jefferson Neves, secretário adjunto de Esporte.

Debaixo de chuva, que desabou na Arena Pantanal no segundo tempo da partida, no jogo da rodada de abertura do Campeonato Mato-Grossense, o time do Cuiabá venceu o Nova Mutum por 1 x 0. O gol da vitória do Dourado foi marcado por Maxwell.

Para o próximo jogo, o procedimento de manutenção da área de suporte do gramado – nas laterais do campo e atrás das traves – garante a fertilização e compactação do solo e deve seguir pelas próximas semanas. De acordo com Maurício Dias de Mendonça, superintendente de infraestrutura esportiva da Secel, é um procedimento padrão de manutenção.

“Estamos organizando tudo para que as partidas realizadas na Arena Pantanal sejam grandes espetáculos e com bons públicos. Almejamos que os torcedores fiquem muito à vontade e possam usufruir o que a Arena tem de melhor a oferecer, lazer de qualidade ”, diz Maurício.  

Concomitantemente, outros setores da Arena Pantanal estão sendo cuidados com a mesma atenção pela equipe da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.  As providências necessárias vão desde a manutenção do gramado ao atendimento das exigências sanitárias.

“Nossa operação consiste inicialmente no cuidado e preparo do gramado nos dias que antecedem os jogos, na higienização dos pontos de comercialização de alimentos, na vistoria de banheiros, vestiários das equipes e de arbitragem e demais setores utilizados”, explica Maurício.

Depois da partida deste sábado, entre Mixto e Cuiabá, a Arena Pantanal sedia mais um jogo em janeiro, próxima quarta-feira, dia 29, às 19h, com o confronto entre Mixto e Araguaia, ainda pela primeira rodada do Campeonato Mato-Grossense.

Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e podem ser adquiridos pelo site www.tickethub.com.br ou na bilheteria do estádio.

Foto: Secom-MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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