Economia
Saca do milho tem alta de 52,98% em Mato Grosso
Economia
Da Redação
O preço da saca de milho em Mato Grosso registrou uma valorização de 52,98% neste mês de novembro quando comparado ao mesmo periodo de 2018.
Na última sexta-feira (22) a saca do grão chegou aos R$ 29,51, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Econômia Agropecuária (IMEA).
Vários são os fatores que podem explicar esse aumento no preço, entre elas estão a forte demanda interna, principalmente por indústrias e o setor animal, além disso a quantidade disponivel não vem atendendp a demanda.
De acordo com o Imea, com os produtores segurando o restante do milho para novos negócios, o preço no mês já está é 8,21% maior que o registrado no mesmo período de outubro.
Acompanhando a tendência de alta, as cotações na Bolsa brasileira (B3) também seguem firmes, com acréscimo anual de 26,60% e preço médio de R$ 48,16/sc.
Para os economistas, diante desse cenário e a intensa procura doméstica pelo cereal, os produtores que ainda possuem estoques finais de milho em Mato Grosso poderão obter melhores oportunidades.
Foto: Divulgação/Famasul
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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