Economia
Programa de incentivo à indústria receberá mais R$ 140 bilhões em 2026
Economia
A Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal de incentivo à indústria nacional, vai receber o aporte de mais R$ 140 bilhões até o fim deste ano. Com o incremento, o programa de apoio à industrialização, lançado em 2024, chegará a R$ 750 bilhões de investimentos.

Do novo conjunto de recursos, R$ 102,5 bilhões sairão dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco público vinculado ao governo federal voltado ao fomento de setores estratégicos da economia.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento à inovação, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contribuirá com R$ 37,5 bilhões.
O anúncio do aporte de recursos para o programa foi feito nesta segunda-feira (22), durante cerimônia pelo aniversário de 74 anos do BNDES, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
O evento contou com a participação dos presidentes da República, Luís Inácio Lula da Silva; do BNDES, Aloizio Mercadante; do vice-presidente, Geraldo Alckmin e de ministros.
Setores escolhidos
Os recursos serão destinados às áreas de fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais (aplicações civis e militares).
Ao se referir ao governo do presidente Lula, Aloizio Mercadante destacou o papel do banco na recuperação da indústria brasileira.
“A indústria teve um saldo extraordinário, nós interrompemos aquela desindustrialização prematura, estamos renovando, relançando a indústria, que é o carro-chefe, voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES. Não era assim, agora é”, declarou.
Empresários
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apontou que, embora o BNDES tenha aportado os recursos da NIB, o setor privado acompanhou o investimento.
Segundo ele, o BNDES atua como um catalisador de investimentos privados.
“Das seis missões [objetivos estratégicos] que nós desenhamos na NIB, em quatro delas o setor privado é o que responde pela maior parte dos investimentos”, apontou.
Na mesma solenidade, o governo federal lançou o Portal Investe Indústria Brasil. O ambiente virtual tem apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e funciona como um canal para empresas dos setores estratégicos registrarem intenções de investimento e os gargalos que impedem a realização.
O presidente Lula ressaltou a importância do trabalho do corpo técnicos do BNDES.
Minerais críticos
No evento, o BNDES e a Petrobras anunciaram uma parceria para construir iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionadas a minerais críticos e estratégicos, essenciais às cadeias de transição energética e de óleo e gás.
A parceria inclui troca de informações e análises das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica.
A presidente da estatal de petróleo, Magda Chambriard, afirmou que a empresa quer “dominar o cenário de tecnologia em minerais críticos”.
“O Brasil tem uma posição privilegiada nesse contexto, e a gente quer participar disso. Queremos no Brasil uma cadeia global de fornecimento. Queremos a Petrobras participando dessa cadeia global”, afirmou.
Mercado de carbono
O BNDES e a Petrobras anunciaram ainda os nomes das três empresas vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta voltada à compra de créditos de carbono gerados a partir da restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia.
As empresas selecionadas são a Systemica, brCarbon e re.green. A iniciativa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos, apenas em plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.
E-bikes
Ainda na cerimônia de aniversário do BNDES, foi anunciado também o financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, empresa de aluguel de bicicletas, adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), que serão alugadas a entregadores de plataforma digitais com custo 25% menor do que o atual.
Economia
“A gente não descarta”: Flávia admite deixar o PL e confirma convites de outros partidos
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), admitiu que pode deixar o Partido Liberal e confirmou ter recebido convites de diferentes legendas para uma eventual mudança partidária. Entre as siglas que procuraram a prefeita está o Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso.
Questionada sobre as conversas com outras legendas, Flávia afirmou que não houve apenas uma sondagem e que representantes de diferentes partidos já a procuraram.
“Houve conversa de todos os partidos me convidando, não só pelo Pivetta, mas vários partidos, presidentes de partidos me ligaram, me chamaram, vieram pessoalmente fazendo o convite”, declarou.
A prefeita também foi questionada se a abertura para uma possível mudança estaria relacionada ao desgaste na relação com a direção estadual do PL. Flávia confirmou a relação entre os dois fatores.
“Sim, acredito que sim, até porque eles estão vendo o que aconteceu entre eu e o PL”, afirmou.
Quando perguntada diretamente se poderia trocar de legenda, a prefeita deixou a possibilidade em aberto: “Olha, a gente não descarta”.
Apesar da declaração, Flávia não anunciou oficialmente a saída do PL nem informou qual partido poderia escolher. A prefeita permanece filiada à legenda e, até o momento, fala apenas em avaliar as possibilidades apresentadas.
O distanciamento entre Flávia e a direção estadual do PL vem sendo exposto publicamente há meses. Em julho, a prefeita reclamou da falta de apoio do partido à sua gestão e das mudanças no diretório municipal de Várzea Grande. O presidente estadual da legenda, Ananias Filho, rebateu as críticas e cobrou que a prefeita encerrasse as manifestações públicas sobre o assunto.
Apoio a Pivetta aumentou desgaste
A relação entre Flávia e o PL também se deteriorou durante a disputa pelo Governo de Mato Grosso. Embora o partido tenha lançado o senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, a prefeita declarou apoio à candidatura de Pivetta, do Republicanos.
A manifestação contrariou a orientação do partido e colocou Flávia entre os integrantes do PL que passaram a apoiar outro projeto eleitoral. A direção estadual anunciou a possibilidade de abrir procedimentos internos contra filiados que adotassem essa postura.
Em meio ao cenário, Flávia afirmou que não teme uma eventual expulsão e voltou a mencionar a falta de diálogo com a direção estadual da legenda.
“Não estou tendo relacionamento com o PL porque hoje só sou filiada. Não temo uma expulsão”, declarou.
Por enquanto, portanto, a prefeita mantém a filiação ao PL, mas reconhece publicamente que avalia alternativas e que recebeu convites de outras siglas. Entre elas está o Republicanos, que tem Pivetta como candidato à reeleição.
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