Economia
Presidente da Câmara ressalta a importa da reabertura do comércio em Cuiabá
Economia
Da Redação.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Misael Galvão (PTB) destacou a importância do decreto editado pelo prefeito Emanuel Pinheiro na última segunda-feira (20), referente ao processo de reabertura do comércio — de forma gradual.
Misael participou ao vivo de um programa de televisão no feriado de Tiradentes (21) e disse que a medida representa o pontapé para a normalização dos serviços.
“O decreto do prefeito levou em consideração tudo aquilo que eu tenho defendido. Isto é, de que temos que pensar na saúde das pessoas, mas também na mesa do trabalhador, que sente os efeitos da quarentena”, afirmou o presidente da Câmara.
Espontâneo, Misael não escondeu a insatisfação da não abertura de shoppings, bares, restaurantes e serviços como salão de beleza. “É lógico que eu gostaria que abrissem também. Tenho visto de perto as dificuldades pelas quais passam mais três mil pessoas que dependem do Shopping Popular”, disse, ao destacar que Shopping Popular comemora 25 anos neste 21 de abril.
Os mais de 9 mil trabalhadores diretos e indiretos dos Shoppings 3 Américas, Goiabeiras, Pantanal e Estação também correm o risco de perderem o emprego.
“É por isso que garanto: a nossa luta em prol do comércio e dos trabalhadores continua. Não adianta, não vou parar um minuto enquanto não acharmos uma solução segura para a saúde das pessoas”.
Conforme o presidente, em uma situação de epidemia, as decisões são rápidas e nesta semana o importante é fiscalizar os primeiros passos e garantir estrutura, como ampliação de frota de ônibus, por exemplo. “Se tudo estiver dando certo, vamos dar esse segundo passo”.
DECRETO — A decisão anunciada pelo prefeito nesta segunda-feira (20) é fruto de uma solicitação do presidente da Câmara de Cuiabá, após reunião com os representantes da Fecomércio, FIEMT, Facmat, FCDL, CDL Cuiabá e ACC. Da reunião participaram também os vereadores Toninho de Souza, Orivaldo da Farmácia e Luis Cláudio.
Com a articulação do vereador, as entidades se reuniram com Emanuel e entregaram uma carta com uma série de medidas que poderiam ser adotadas para a reabertura gradual do comércio. “E neste decreto, editado levando em consideração os argumentos apresentados pelas entidades, pudemos ver um cuidado muito grande com a saúde também, como deve ser”, afirmou o chefe do Legislativo.
O texto divide em três as fases para a reabertura gradual. As atividades econômicas do comércio varejista e atacadista em geral, que outrora estavam impedidas de funcionar, poderão retomar as suas atividades a partir de 27 de abril. As atividades de prestação de serviços em geral, que outrora estavam impedidas de funcionar, poderão retomar as suas atividades a partir de 04 de maio. Já as atividades industriais em geral, que outrora estavam impedidas de funcionar, poderão retomar as suas atividades a partir de 11 de maio de 2020.
PROTOCOLO DE CONVIVÊNCIA — Todas as atividades deverão respeitar os protocolos de convivência e de distanciamento social voltados ao combate do COVID-19. Por fim, as atividade de ambulante e congênere, a abertura ou realização de feiras livres e exposições em geral, entre outras que ocasionam. aglomeração de pessoas, continuam proibidas.
Foto: Câmara de Cuiabá
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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