Economia
Prefeitura de Sinop realiza Mutirão da Cidadania e promove atendimentos para pessoas em situação de rua
Economia
O mutirão teve como objetivo ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços públicos e às políticas de assistência social. A iniciativa concentrou atendimentos de diferentes áreas em um único local, com o propósito de facilitar o acesso aos direitos e aproximar os serviços públicos das pessoas em situação de rua.
A programação contou com serviços do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), orientações da Defensoria Pública, vacinação, atendimentos e orientações de saúde, serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine), além de corte de cabelo e barba. Também houve orientações sobre benefícios eventuais, como auxílio para transporte até o município de origem.
A coordenadora do CREAS Sinop, Lindiely Melo, destacou que a ação reuniu diferentes setores para ampliar as possibilidades de atendimento e acesso a direitos. “Hoje, dia 19 de agosto, é o Dia Nacional da Luta da Pessoa em Situação de Rua e o nosso Mutirão da Cidadania envolve toda a rede. Foram ofertados atendimento da saúde, como vacinação, odontologia, aferição de depressão, testes rápidos, além dos serviços do Cadastro Único e do CREAS. Também contamos com atendimento da Defensoria Pública, com toda a orientação jurídica que essas pessoas precisam, acesso à documentação e muito mais. O mutirão reforça essa luta do acesso a esse direito, a essa dignidade, a tudo que essas pessoas podem ter acesso”, afirmou.
A coordenadora de Proteção Social Especial, Marilene Pereira, ressaltou que a Prefeitura de Sinop mantém o serviço de abordagem social de forma permanente e que ações como o mutirão ampliam a capacidade de atendimento da rede. “A Prefeitura de Sinop, através do CREAS, realiza esse serviço diariamente e até diuturnamente, porque o serviço de abordagem fica à disposição da população. Esse dia especial, em que se comemora o Dia de Luta pela População em Situação de Rua, é o momento em que nós congregamos diversos parceiros para que possamos levar ainda mais serviços públicos e dignidade para essa população”, explicou.
A defensora pública Lidiany Marques destacou sobre a atuação integrada para garantir atenção às pessoas em situação de rua. “A importância do dia de hoje é nós estarmos com esse olhar voltado a essa população. Essa população é vista de uma forma marginalizada, mas, no fundo, são pessoas que precisam de ajuda, que já estão com os laços rompidos, os laços familiares todos esgarçados, e nós temos que olhar para elas. Esse dia representa isso, são vários setores públicos que estão unidos para servir à essa população”, disse.
O Instituto Renovada também participou da ação como instituição parceira. A entidade atende mais de 500 crianças e adolescentes em diferentes bairros de Sinop, mantém uma Casa de Apoio para pessoas que chegam ao município para tratamento de saúde e participa da gestão do Serviço de Acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica. A gestora do Instituto Renovada, Elis Santos, ressaltou a importância da união entre poder público, instituições e sociedade para o atendimento dessa população. “Nós estamos aqui cooperando, servindo essa população que hoje algumas pessoas chamam de moradores de rua, mas não são. Eles estão em situação de rua. E esse trabalho é importante porque é um trabalho de conscientização. É como se Sinop, o poder público, as instituições, os cidadãos estivessem falando para a cidade: nós nos importamos”, afirmou.
As pessoas em situação de rua que necessitam de atendimento, orientação ou acesso aos serviços socioassistenciais podem procurar diretamente o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Sinop. A unidade está localizada na Rua dos Eucaliptos, nº 459, Setor Comercial, e atende das 7h às 17h.
Economia
Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis sobre o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro.

A publicação é baseada em evidências científicas e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.
O documento Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Os técnicos da Embrapa entendem que a agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil, pela contribuição para a economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e o desenvolvimento territorial.
Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.
Economia do agro
O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro. De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB do país.
As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o que equivale a 48,5% do total que o Brasil vendeu para o exterior.
A Embrapa trabalha, entre outras coisas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.
Nos cálculos da empresa de inovação agropecuária, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.
Temas estratégicos
A carta de recomendações destaca seis temas estratégicos para a agricultura brasileira:
- Segurança alimentar e nutricional;
- Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
- Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
- Transição energética e bioenergia;
- Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
- Transformação digital no meio rural.
Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados.
“A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades. Amplia a dependência de insumos importados. Eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, sustenta a Embrapa.
Ainda de acordo com a publicação, a agricultura brasileira pode se referência na produção sustentável.
“Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.
A empresa cita projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050.
Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, o Brasil pode expandir a participação nos mercados da economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.
“O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para energia, clima e bioeconomia”, escrevem.
A Embrapa contextualiza que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial. São citados avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.
“A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, assinala.
Executivo e Legislativo
Os autores da publicação entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.
Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e Orçamentárias. “Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, aponta.
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