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Prefeitura de Sinop realiza Mutirão da Cidadania e promove atendimentos para pessoas em situação de rua

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social e do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Pública para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua Sinop), realizou nesta quarta-feira (19) o Mutirão da Cidadania para Pessoas em Situação de Rua, na Casa de Passagem de Sinop. A ação marcou o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua e reuniu secretarias municipais, instituições públicas, entidades parceiras e voluntários.

O mutirão teve como objetivo ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços públicos e às políticas de assistência social. A iniciativa concentrou atendimentos de diferentes áreas em um único local, com o propósito de facilitar o acesso aos direitos e aproximar os serviços públicos das pessoas em situação de rua.

A programação contou com serviços do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), orientações da Defensoria Pública, vacinação, atendimentos e orientações de saúde, serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine), além de corte de cabelo e barba. Também houve orientações sobre benefícios eventuais, como auxílio para transporte até o município de origem.

A coordenadora do CREAS Sinop, Lindiely Melo, destacou que a ação reuniu diferentes setores para ampliar as possibilidades de atendimento e acesso a direitos. “Hoje, dia 19 de agosto, é o Dia Nacional da Luta da Pessoa em Situação de Rua e o nosso Mutirão da Cidadania envolve toda a rede. Foram ofertados atendimento da saúde, como vacinação, odontologia, aferição de depressão, testes rápidos, além dos serviços do Cadastro Único e do CREAS. Também contamos com atendimento da Defensoria Pública, com toda a orientação jurídica que essas pessoas precisam, acesso à documentação e muito mais. O mutirão reforça essa luta do acesso a esse direito, a essa dignidade, a tudo que essas pessoas podem ter acesso”, afirmou.

A coordenadora de Proteção Social Especial, Marilene Pereira, ressaltou que a Prefeitura de Sinop mantém o serviço de abordagem social de forma permanente e que ações como o mutirão ampliam a capacidade de atendimento da rede. “A Prefeitura de Sinop, através do CREAS, realiza esse serviço diariamente e até diuturnamente, porque o serviço de abordagem fica à disposição da população. Esse dia especial, em que se comemora o Dia de Luta pela População em Situação de Rua, é o momento em que nós congregamos diversos parceiros para que possamos levar ainda mais serviços públicos e dignidade para essa população”, explicou.

A defensora pública Lidiany Marques destacou sobre a atuação integrada para garantir atenção às pessoas em situação de rua. “A importância do dia de hoje é nós estarmos com esse olhar voltado a essa população. Essa população é vista de uma forma marginalizada, mas, no fundo, são pessoas que precisam de ajuda, que já estão com os laços rompidos, os laços familiares todos esgarçados, e nós temos que olhar para elas. Esse dia representa isso, são vários setores públicos que estão unidos para servir à essa população”, disse.

O Instituto Renovada também participou da ação como instituição parceira. A entidade atende mais de 500 crianças e adolescentes em diferentes bairros de Sinop, mantém uma Casa de Apoio para pessoas que chegam ao município para tratamento de saúde e participa da gestão do Serviço de Acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica. A gestora do Instituto Renovada, Elis Santos, ressaltou a importância da união entre poder público, instituições e sociedade para o atendimento dessa população. “Nós estamos aqui cooperando, servindo essa população que hoje algumas pessoas chamam de moradores de rua, mas não são. Eles estão em situação de rua. E esse trabalho é importante porque é um trabalho de conscientização. É como se Sinop, o poder público, as instituições, os cidadãos estivessem falando para a cidade: nós nos importamos”, afirmou.

As pessoas em situação de rua que necessitam de atendimento, orientação ou acesso aos serviços socioassistenciais podem procurar diretamente o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Sinop. A unidade está localizada na Rua dos Eucaliptos, nº 459, Setor Comercial, e atende das 7h às 17h.



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Fim da escala 6×1 traz esperança de mais tempo para família e saúde

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Adrielle Barbosa de Aquino tem 27 anos e é mão de duas crianças. Atualmente, ela trabalha como garçonete de segunda a sábado, em um restaurante no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Desde que saiu da adolescência e começou em seu primeiro emprego, há quase dez anos, Adrielle não sabe o que é ter dois dias de folga em uma semana.

“Nessa escala 6×1, eu só tenho o domingo de folga, né? É o dia que eu tenho para resolver minhas coisas. Um dia para resolver mil coisas e a gente fica perdida. Ainda mais quando a gente é mãe. É pesado!”

Ela acrescenta que, quando precisa resolver outras coisas que não são possíveis em um domingo, como uma simples consulta médica dos filhos, acaba tendo de faltar ao trabalho: “a gente acaba perdendo um dia de trabalho e tem o salário descontado”.

>> Clique aqui e leia mais sobre o fim da escala 6X1 na Agência Brasil

Jornada exaustiva

Adrielle é um dos milhões de brasileiros com a exaustiva jornada de seis dias de trabalho por semana.

Ela, como muitos, vê na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, nesta quarta-feira (14) pelo Senado Federal, uma possibilidade de ganhar mais tempo livre: seja para descansar, curtir a família, se divertir, estudar, resolver problemas, ter um acompanhamento melhor de sua saúde ou mesmo para ganhar um dinheiro extra.

Uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pela Nexus mostra que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. 

Yasmin Nascimento trabalha como auxiliar administrativo em uma clínica, também na escala 6×1. Na correria de uma manhã de quinta-feira, ela conversou com a Agência Brasil, enquanto seu mototáxi já a aguardava para levá-la para mais um dia de trabalho. 

Enquanto se preparava para subir na garupa da motocicleta, Yasmin disse esperar que as pessoas possam aproveitar melhor o tempo livre com outras atividades

“É mais um dia de folga com a sua família, mais um dia que a gente pode usar para trabalhar, estudar. Enfim, a folga é da pessoa, ela sabe o que ela vai fazer na folga dela, mas fiquei muito feliz porque essa PEC foi aprovada.”


Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A ajudante de cozinha, Cristiane Wandermurin de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A ajudante de cozinha, Cristiane Wandermurin de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A ajudante de cozinha, Cristiane Wandermuren comenta a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, no centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Cristiane Wandermuren, de 56 anos, também trabalha desde a adolescência com apenas uma folga por semana. Antes como auxiliar de serviços gerais e atualmente como ajudante de cozinha. 

“Se eu tivesse mais um dia, eu iria cuidar da minha saúde, curtir mais os meus netos. Hoje tenho pouco tempo para minha família”, lamenta.

“Só temos o domingo. Como eu vou no domingo ao médico? Médico a gente normalmente vai no meio da semana… Aí o patrão já fica de cara feia se você chega mais tarde”.

6×1 no passado

Simone Cunha de Oliveira passou 15 anos trabalhando na escala 6×1. Há algum tempo, no entanto, começou a trabalhar em uma escola, onde consegue ter duas folgas na semana.

“A qualidade de vida é bem melhor, você tem dois de descanso, você pode resolver seus problemas. Só um dia para fazer tudo o que você quer ou precisa, não tem condições”, relata.

Ela não vê a hora de sua irmã, que trabalha como vendedora de automóveis e ainda não conseguiu se livrar da escala 6×1, também poder folgar duas vezes por semana.

“Eu só posso vê-la no domingo. Espero que a mudança na lei melhore principalmente a saúde das pessoas. As pessoas estão ficando doentes de tanto trabalhar. Que elas tenham o descanso que merecem”.


Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Maria Antônia de Carvalho fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Maria Antônia de Carvalho fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aposentada Maria Antônia de Carvalho trabalhou a vida inteira com apenas um dia de descanso por semana – Tomaz Silva/Agência Brasil

Maria Antônia de Carvalho, de 63 anos, precisou se aposentar para conseguir ter mais do que um dia de descanso semanal.

“Eu trabalhei na 6×1 minha vida inteira. Era horrível não ter tempo para nada. Eu não tinha tempo para nada. Não dava mesmo. Quando você pensava que ia descansar, no outro dia você já estava trabalhando de novo. Agora ficou maravilhoso, porque eu tenho mais tempo para mim, para minha família”.


Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Luciana Machado de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Luciana Machado de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aposentada Luciana Machado comemora o fim da escala de trabalho 6×1 – Tomaz Silva/Agência Brasil

Com 65 anos, Luciana Machado também trabalhou seis dias por semana durante quase toda a vida. Apenas recentemente, já aposentada, ela passou a trabalhar na escala 5×2, mas, segundo ela, precisava trabalhar a mais todos os dias, para compensar a folga no sábado.

“Com essa nova escala, tenho receio de que a pessoa tenha que aumentar o horário de trabalho durante a semana, como aconteceu comigo. Também pode ser que o funcionário perca dinheiro trabalhando um dia a menos”, afirma.

Quando passa a valer? 

De acordo com o texto aprovado ontem pelos senadores, Lucian não precisa se preocupar com aumento da carga horária de trabalho, já que as empresas terão que garantir a escala 5×2, assim como a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional.

Dessa forma, caso a PEC seja promulgada ainda em outubro, as regras entrariam em vigor em dezembro de 2026.  

Após essa primeira redução, a jornada terá de cair para 40 horas, 12 meses depois. Assim, a transição completa levará 14 meses.  

A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada (confira abaixo).  

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1: 

  • escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
  • redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias) 
  • jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).  

Como será feito o cálculo das horas de trabalho? 

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana. 

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em 5 dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra. 

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.  

 



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