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Petrobras e Finep destinam R$ 30 milhões para pesquisas em biorrefino

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A Petrobras lançou nesta quarta-feira (25) uma concorrência pública que vai disponibilizar R$ 30 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na área de biorrefino, ou seja, tecnologias que possam resultar em combustíveis mais sustentáveis.

A chamada pública faz parte de uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos, agência de fomento à inovação, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI).

O edital das duas instituições busca atrair instituições de ciência e tecnologia (ICTs), empresas, startups (empresas com potencial de inovação e grande uso de tecnologia), associações de indústria e órgãos de fomento, entre outros.

A intenção é que as instituições selecionadas encontrem tecnologias de baixo carbono direcionadas à transição energética.

Biorrefino

Biorrefino é um processo industrial que transforma biomassa, como óleos vegetais, gordura animal e resíduos, em combustíveis renováveis e menos poluentes, como diesel R (renovável) e bioquerosene de aviação (SAF, na sigla em inglês).

Além da contribuir para a descarbonização da economia, o biorrefino pode resultar em geração de emprego e fortalecimento de cadeias produtivas locais com matérias-primas renováveis.

A Petrobras detalha que, entre os desafios propostos pelo edital, está a obtenção de produtos de baixo carbono como biocombustíveis para segmentos como aviação, marítimos ou transporte rodoviário por rotas biotecnológicas, a partir de matérias-primas residuais.

Rotas biotecnológicas são caminhos que usam sistemas biológicos, como microrganismos e enzimas, para criar ou modificar produtos e processos, por exemplo, transformar matérias-primas em produtos de interesse a custo competitivo e de forma ambientalmente sustentável.

Recursos

A Finep atua na organização das chamadas públicas, articulação entre os participantes, contratação e gestão técnico-financeira dos projetos.

A parceira faz parte da iniciativa Ecossistemas Tecnológicos, vinculada ao programa Petrobras Conexões para Inovação, com previsão de recursos que podem alcançar até R$ 120 milhões.

O braço da Petrobras na parceria com a Finep é o Centro de Pesquisas Desenvolvimento e Inovação da companhia (Cenpes).

O Plano de Negócios da Petrobras prevê investimentos no valor de US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 21 bilhões) em PD&I no quinquênio 2026-2030, sendo US$ 1,2 bilhão voltado à transição energética, incluindo o desenvolvimento de produtos sustentáveis.

Compartilhamento

A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, considera que a parceria otimiza os investimentos em PD&I da companhia ao aproveitar sinergias e compartilhar competências e recursos.

“O desenvolvimento desse modelo se deve à necessidade da Petrobras de se adaptar a um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico, tecnologicamente complexo e competitivo do setor de óleo, gás e energia, onde a inovação aberta e colaborativa desempenha um papel central”, afirma.

O diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos, classifica a parceria como “um marco” para o avanço da agenda de inovação em energia no país.

“Como os principais financiadores de pesquisa e desenvolvimento no setor, estamos alinhando esforços para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias em biorrefino e apoiar a descarbonização do setor de combustíveis, um desafio central da transição energética”, diz.

Edital

Instituições interessadas podem obter detalhes neste endereço. Propostas podem ser enviadas até 29 de maio. A previsão de divulgação do resultado preliminar da primeira etapa é 17 de julho.

 



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ANP atualiza regras para comercialização de biometano

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizou as regras para a comercialização de biometano no país. A Resolução n.° 1.006/2026 determina novos padrões de qualidade, transporte e comercialização do combustível renovável destinado aos setores veicular, residencial, comercial e industrial. O biometano é uma forma de combustível renovável produzido a partir do aproveitamento energético de resíduos orgânicos.

Além disso, a norma passa a definir de forma conjunta as especificações do biometano produzido a partir da purificação do biogás gerado em aterros sanitários, estações de tratamento de esgoto, resíduos orgânicos, além de outras formas baseadas em matérias-primas renováveis.

Entre as principais mudanças está a permissão para a mistura do biometano com o gás natural, incluindo a injeção do combustível nas redes de transporte e distribuição, desde que o produto final atenda às especificações de qualidade exigidas para o gás natural.

Qualidade

A resolução também amplia as exigências relacionadas ao controle de qualidade. Os produtores deverão analisar periodicamente as características físico-químicas do combustível e emitir certificados para comprovar a conformidade do produto comercializado. O monitoramento inclui parâmetros como teor de metano, dióxido de carbono, oxigênio, enxofre, sulfeto de hidrogênio e umidade.

Para o biometano produzido a partir de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, a ANP estabeleceu regras adicionais de segurança e controle de contaminantes, como metais pesados, compostos orgânicos e micro-organismos. 

Nesses casos, os produtores deverão elaborar análises de risco baseadas em metodologia internacional.

Outra novidade é a exigência de instalação de filtros específicos para retenção de micro-organismos em unidades produtoras de biometano obtido a partir da purificação de biogás. A medida busca reforçar a segurança do combustível antes de sua injeção em redes de distribuição ou utilização por consumidores finais.

Marco regulatório

Segundo a ANP, as novas regras atualizam o marco regulatório do setor e substituem normas publicadas em 2022. A resolução altera dispositivos de regulamentações anteriores sobre especificações do gás natural e autorização de operação de unidades produtoras de biometano.



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