Economia

Pequenos negócios representam 95,6% das empresas em Mato Grosso

Publicado em

Economia

Da Redação

Os pequenos negócios são maioria em Mato Grosso, 95,6% das empresas no Estado, é o que aponta o Relatório Mensal do Comércio, Serviços e Atividade Empreendedora em Mato Grosso, referente a agosto, compilado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec MT).

O levantamento utiliza dados da Receita Federal e mostra que são 170.517 MEIs (51,3%), 120.266 microempresas (37,4%), 16.368 empresas de pequeno porte (5,1%),aponta, entretanto, que o Portal do Empreendedor já atualiza dados de setembro para mais de 185 mil MEIs no Estado.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os números comprovam o jeito empreendedor dos mato-grossenses.

“Mato Grosso é um Estado que está passando pela pandemia da Covid-19 de forma relativamente bem, sem uma grave crise econômica. O Governo do Estado agiu rapidamente para dar suporte aos municípios e à população. E o empresariado de Mato Grosso é resiliente e também buscou formas de se reinventar neste período”, afirma.

Em relação à criação de empregos, os dados mostram que o saldo de agosto é 2.139 vagas de no Estado, maior que julho – 1501 vagas, e junho 1156 vagas. Ainda no relatório, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Mato Grosso cresceu no comércio varejista e no comércio varejista ampliado acima da média nacional, liderando o ranking de crescimento na região Centro-Oeste do Brasil.

“Os dados comprovam a importância das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento dos pequenos negócios no Estado. Para crescerem precisam de incentivos, formação de mão de obra, formação empresarial. A maioria inicia o negócio por necessidade, alguns por vocação, mas geralmente sem conhecimento de gestão financeira, de gestão de pessoal. Por não saberem administrar, acabam fechando as portas”, afirma Miranda.

Por meio do programa Pensando Grande para os Pequenos, o Governo do Estado incentiva os pequenos negócios a se manterem firmes nas adversidades e aproveitarem oportunidades.

Indústria

Também foi divulgado o “Relatório Mensal da Indústria”, que apontou crescimento de 2,60% das indústrias do estado. Mato Grosso está um pouco abaixo da média nacional, que é de crescimento de 3,60%. A variação do crescimento acumulado nos últimos 12 meses foi de -2,30%.

A Sedec MT trabalha também com políticas públicas para a industrialização de Mato Grosso. Recordista na produção agropecuária, o Estado começa a receber mais investimentos, o que também deverá gerar boas oportunidades para os pequenos negócios, com distribuição de emprego e renda por todo o território estadual.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Economia

Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais

Publicados

em


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA